“Este livro é o meu manifesto para os media como jornalista e também como cidadão do mundo. Como jornalistas estamos sempre a ouvir dizer como os meios de comunicação têm um poder enorme para moldar a sociedade e acontecimentos, para mudar vidas e a história. Então porque é que a nossa sociedade é tão descuidada em relação ao futuro do jornalismo?” [1]
Esta é a apresentação que Charlie Beckett faz do seu livro “SuperMedia: Saving Journalism So It Can Save The World” (Wiley-Blackwell, 2008 ), onde questiona os principais desafios colocados à prática jornalística nos nossos dias, e a sua influência na manutenção de sociedades democráticas e livres.
Charlie Beckett é jornalista, com 20 anos de carreira na BBC e na ITN, e é também Director do POLIS, um think tank sobre o jornalismo e sociedade na London School of Economics. “SuperMedia” é uma obra que vem compilar e estruturar várias linhas de pensamento sobre o futuro do Jornalismo, mas onde Charlie Beckett apresenta a sua ideia de jornalismo como um serviço essencial às sociedades contemporâneas, e como as mudanças na indústria de informação, para além de inevitáveis, são necessárias.
Coloquei algumas questões a Charlie Beckett sobre o seu livro, e com a ajuda de alguns excertos, vamos tentar perceber porque é tão importante salvar o jornalismo.
O Twitter é considerado como o serviço online que mais irá crescer este ano, estimando-se que já seja utilizado por cerca de um milhão de utilizadores por todo o mundo. No entanto, a maioria dos portugueses – mesmo aqueles que navegam muito pela net ou usam o seu telemóvel para aceder à web – não o conhecem ou sabem para que é que serve.
António Granado é o editor da edição online do jornal Público. Eles têm estado sempre na vanguarda das novas tecnologias, e recentemente criaram uma equipa de vídeo e fizeram uma renovação gráfica no site do jornal. Nesta pequena entrevista falámos com um ocupadíssimo António Granado sobre as suas perspectivas sobre o jornalismo online, um assunto de que ele trata no seu blog PontoMedia. António Granado dá também aulas na Universidade nova de Lisboa, e é uma das principais vozes em Portugal na discussão dos novos media.
Hélder Bastos é professor de Ciências da Comunicação na Universidade do Porto e foi um dos primeiros a escrever sobre os novos media e a evolução do jornalismo. Do seu ponto de vista, ele vê que as mudanças estão a decorrer muito rapidamente, e quanto a Portugal ele diz: “Continuamos a chegar pontualmente atrasados ao futuro que outros já conquistaram.”
Este trabalho faz parte do projectode entrevistas a profissionais e pensadores ligados ao jornalismo online, que estou a desenvolver para futura publicação gratuita.
“FORA.tv delivers discourse, discussions and debates on the world’s most interesting political, social and cultural issues, and enables viewers to join the conversation. It provides deep, unfiltered content, tools for self-expression and a place for the interactive community to gather online(…) enables a new, global media opportunity by aggregating a daily range of events, produced and electronically shipped by institutions or freelance producers, from around the world.”
O documentário “Filhos do Tédio” é a biografia possível da banda mais mítica de Coimbra, os Tédio Boys. É também o retrato de uma cidade numa época que eles ajudaram a moldar.
Agindo sempre contra a corrente, os Tédio Boys foram a face visível de uma atitude que implicava desde tocarem na rua em concertos improvisados e interrompidos pela polícia, a actuarem nus no palco principal da Queima das Fitas. A mesma atitude que os levou em três tournées pelos Estados Unidos, e a serem convidados para tocar com os Ramones.
Rita Alcaire abordou na sua tese a influência dos Tédio Boys nesta época,e co-realizou com Rodrigo Fernandes este documentário. Numa breve conversa, ela explicou-nos como surgiu a ideia e o porquê deste filme,o primeiro para ambos os realizadores.
"Dedicada à mulher e às várias dimensões da sua imagem, esta exposição é o resultado de uma certa perspectiva desenvolvida por José Maria Pimentel nas suas viagens por algumas cidades europeias.
Nesta entrevista, abordámos o tema central desta exposição, tentámos descobrir como é que a Arte ocupou o lugar das Ciências, quais são os seus conceitos como fotógrafo, e como é que foi fotografar o mundo de passagem, numa volta em 80 dias."