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We don’t steal, we share! | Nós não roubamos. Partilhamos!

You need us to | Vocês precisam que o façam
You need us to | Vocês precisam que o façamos

This post by Kevin Anderson really got my attention. He shows how what seemed to be a brave new world became a nightmare. For a few, at least.

AP’s Tom Curley and the inevitable Mr.Murdoch have changed their minds in just a matter of years about news content in the web. Don’t get me wrong, change is good, unless if it is a step back. The restriction philosophy that these gentlemen uphold goes against what the internet is, and how its users relate to it. But they once ruled the news information world, and it is hard to give up all that power.

Anderson confronts their previous and actual views on the subject, and what i take from their current perspective is that they are afraid, scared to lose control over their domain. Don’t fret about it, you already have. But you still hold resources none of us has, and instead of destroying them, you should think of a way to turn the odds in your favour, and let us work with you. For you.

Finally you got to the conclusion that your problem is not Google, or any other company. It’s me. It’s us, the people who get the news via RSS feeds, Twitter, news aggregators, on Facebook, from quotes in blogs. The same people who would never read an article from your companies unless someone shared a link with us, and it got our attention. The link economy is not about stealing, but sharing. It sends people to your websites, it doesn’t steal readers from you. Hell, some of us might start buying your print versions. But you want none of this.

What you want is to sit on top of pile of information that people will get elsewhere, if you lock it behind your dogma. News companies will survive and prosper if their content is allowed to flow, secret societies will remain like that, secret, unknown. Invisible. And being invisible is not what you want. You need us to make your contents visible, important, valuable. You need us to comment it in our blogs, Twitter accounts, Facebook profiles. We are the ones who should be paid for doing the work you have been unable to do online. And since you already invested in producing the content, lets make it quid pro quo, alright?

We are not destroying your business, you are. We do not carry the weight of thousands of jobs lost because the industry didn’t know how to respond to the new paradigm. We are not the enemy.

As a microscopic online publisher (aka blogger), i can tell you how i get more visitors: by sharing. I share what others shared, and hope that my readers share it too. And comment and get involved, discuss it, create from it. My followers and readers are my allies. They make my work more valuable than if i wrote it down in a notebook, locked it inside a drawer, and asked money to people just to read it or use part of my words. And to be considered as an author i must publish, and people must read me. My  author rights are important, it’s true. But you can’t copyright facts. Give us what no one else has and we’ll reward you for it. We’ll show what you’ve done to everybody we know.

So, you’re losing money? Whose money is that? Your employees? Your shareholders? Yours? You’ll never end up in poverty, that’s for sure. It’s not easy to make a profit, but it can be done, because we need the good people you’ve hired and that were so dedicated to their work. It’s like going to war and cut on soldiers and equipment because it’s too expensive for you. Well, if you need the troops, the wage will be defeat.

Look for profitable models, invest, invent. But do not cast the blame on the ones who have been doing an important part of your job better than you do. The rules have changed, and this time you are not able to change them to suit your will. Get used to it. We don’t steal from you, we kept you in business this far.

Este post do Kevin Anderson chamou-me a atenção. Ele mostra como o que parecia ser um admirável mundo novo se transformou num pesadelo. Para alguns, pelo menos.

Tom Curley da AP e o inevitável sr.Murdoch mudaram de ideias em poucos anos sobre os conteúdos informativos na web. Não me interpretem mal, mudar é bom, a não ser que seja um passo atrás. A filosofia restritiva que estes senhores defendem vai contra o que a internet é, e como os utilizadores se relacionam com ela. Mas eles já dominaram o mundo da informação, e é difícil abrir mão desse poder.

Anderson confronta as suas visões anteriores e actuais sobre o assunto, e o que me parece da sua perspectiva actual é que eles têm receio, estão assustados em perder o controlo do seu reino. Não se preocupem, isso já aconteceu. Mas vocês ainda têm recursos que nenhum de nós tem, e em vez de os destruirem, deviam pensar numa maneira de virar o jogo em vosso favor, e deixar-nos trabalhar com vocês. Para vocês.

Finalmente chegaram à conclusão que o problema não é o Google ou nenhuma outra companhia. Sou eu. Somos nós, os que recebemos as notícias via RSS, Twitter, agregadores, no Facebook, citações em blogs. As mesmas pessoas que nunca leriam um artigo vosso se alguém não partilhasse um link connosco e tivesse captado a nossa atenção. A economia de links não é baseada em roubar mas partilhar. Envia gente para os vossos sites, não vos rouba leitores. Até alguns de nós poderão começar a comprar as versões impressas. Mas não é isto que  vocês querem.

O que querem é ficar sentados em cima de um monte de informação que as pessoas irão buscar a outro lado, se os mantiverem fechados atrás do vosso dogma. As empresas de informação podem sobreviver e prosperar se os seus conteúdos fluirem, as sociedades secretas tendem a manter-se assim, secretas, desconhecidas. Invisíveis. E vocês não querem ser invisíveis. Vocês precisam que nós demos visibilidade aos vossos conteúdos, importância, valor. Vocês precisam que os comentemos nos nossos blogs, no Twitter, nos perfis do Facebook. Nós é que devíamos ser pagos por fazer o trabalho que vocês não têm sabido fazer online. Mas como já investiram na produção do conteúdo, fica toma lá, dá cá, está bem?

Nós não estamos a destruir o vosso negócio, vocês estão. Nós não carregamos o peso de milhares de empregos perdidos nos últimos anos porque a indústria não soube responder ao novo paradigma. Nós não somos o inimigo.

Como um autor online minúsculo (blogger), posso vos dizer como consigo mais visitas: partilhando. Partilho o que outros partilharam, e espero que os meus leitores o partilhem também. E comentem, envolvam-se, discutam, criem a partir daí. Os meus seguidores e leitores são os meus aliados. Eles fazem com que o meu trabalho seja mais valioso do que se escrevesse tudo num caderno, o trancasse numa gaveta e pedisse dinheiro a quem o quisesse ler ou usar parte das minhas palavras. E para ser considerado um autor tenho que publicar, e ser lido. Os meus direitos como autor são importantes, é certo. Mas não se pode colocar uma marca de copyright nos factos. Dêem-nos o que mais ninguém tem e nós os recompensaremos por isso. Nós mostraremos o que fizeram a toda a gente que conhecemos.

Então estão a perder dinheiro? De quem é esse dinheiro? Dos vossos empregados? Dos accionistas? Vosso? Vocês nunca irão acabar na miséria, isso é certo. Não é fácil  ter lucros mas pode ser feito, porque precisamos das boas pessoas que contrataram e que eram tão dedicadas ao seu trabalho. É como ir para a guerra e cortar nos soldados e no equipamento porque sai demasiado caro para vocês. Se for assim, o preço é a derrota.

Procurem modelos rentáveis, invistam, inventem. Mas não lancem as  culpas em quem tem feito uma parte importante do vosso trabalho melhor do que vocês têm feito. As regras mudaram e desta vez não podem mudá-las à vossa vontade. Habituem-se. Nós  não roubamos de vocês, nós temos mantido o vosso negócio de pé.

Other links and views | Mais links e ideias

News’ Forbidden City, Jeff Jarvis
Murdoch and Curley to Google: pay up!, Journalism.co.uk
AP: Search engines must pay up, say Murdoch and AP’s Curley, Roy Greenslade