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A visit to the Telegraph Media Group | Uma visita ao Telegraph Media Group

Tiny Telegraph
Tiny view of a big newsroom

This Wednesday some of  MA students went to London for a short visit to  the Telegraph Media Group headquarters to see how and where they work. It was, really interesting and we got to learn more about their methods and feel the vibe in the newsroom. And it was somewhat surprising.

Edward Roussel, digital editor of the Group, gave us an overview of the history of the newspaper, since it’s very beginnings in 1855. They had a rapid growth, becoming the newspaper with the largest circulation in the world in 1876. They innovated in 1925 by being the first British paper publishing a daily crossword puzzle.  In 1947 they exceeded the 1 million copies and almost 50 years late became the first national newspaper in Britain to have an online presence.

Their online growth has also been quite impressive, going from 5.6 million users in September  to 31 million three years later. Part of their success comes from generating communities among readers, where MyTelegraph plays an important role.

Edward Roussel gave us some ideas about their online investment:

-the digital cost base is 65% lower than the paper;

-“Newspapers are industrial products and have industrial cost basis”;

-“We’re here to write stories who have impact in people’s lives”;

-“Think global, act local”;

There is a strategy for the newspaper, that includes the paper, the website and mobile content, that seeks to create revenue  from subscriptions, commerce and contextual advertising. Roussel also said that they’re investing in community so the newspaper’s website doesn’t become “a machine”.

Then we talked to Gordon Rayner, who described us the process on the MP expenses story. It was an interesting first person insight on how the story developed, and how the team of reporters lead by Rayner published the most important news story the Telegraph broke in their recent history.

Shane Richmond gave us tour around the  working space afterwards, where we could see how the different sections are organized in the open space of the fully integrated newsroom floor. They have a video and an audio studio, the big media wall, where they can follow the ongoing events – it even had a twitterfall.

One of the most surprising things for me was how silent it was, despite the crowd of journalists in front of the dozens of screens, and having meetings and on the phone.  Shane Richmond explained that in open work areas people tend lower their voice. I think that the computer based process also help a bit. All journalists work for the online and print supports.

It was good to be there. There is a different vibe to big newsrooms, and the Telegraph’s is something special. See the slideshow below for some pics, my colleagues took some more, i’ll try to post them sometime soon.

Esta Quarta-feira alguns de nós aqui do Mestrado  fomos a Londres numa curta visita às instalações do Telegraph Media Group ver onde e como eles trabalham. Foi muito interessante, aprendemos um bocado sobre os seus métodos e pudemos tirar o pulso à redacção. E, de certa forma, foi surpreendente.

Edward Roussel, editor digital do grupo, deu-nos um breve resumo da história do jornal, desde que surgiu em 1855. Eles tiveram um crescimento muito rápido, tornando-se no jornal de maior tiragem do mundo em 1876. Foram inovadores em 1925 ao ser o primeiro jornal britânico a ter palavras cruzadas diariamente. Em 1947 ultrapassaram o milhão de cópias e cerca de 50 anos mais tarde foram o primeiro jornal nacional no Reino Unido a ter uma presença online.

O seu crescimento online também foi impressionante, indo de 5.6 milhões de utilizadores em Setembro de 2006 para 31 milhões três anos mais tarde. Parte do deu sucesso vem da criação de comunidades entre os leitores, onde o MyTelegraph tem um papel importante.

Edward Roussel deu-nos algumas ideias sobre o seu investimento online:

-o custo base do online é 65% inferior ao do papel;

-“Os jornais são produtos industriais que têm um custo base industrial”;

-“Estamos aqui para escrever histórias que tenham impacto na vida das pessoas”;

-“Pensar globalmente, agir localmente”;

Há uma estratégia para o jornal, que inclui o impresso, o site e os conteúdos móveis, que procura gerar receita com assinaturas, comércio e publicidade contextualizada. Roussel disse também que o seu investimento na comunidade serve também para evitar que o site se transforme “numa máquina”.

Depois falámos com Gordon Rayner, que descreveu o processo na história das despesas dos deputados. Foi um relato na primeira pessoa muito interessante sobre como tudo se desenrolou, e como a equipa de repórteres liderada por Rayner publicou a cacha mais importante na história recente do Telegraph.

Shane Richmond mostrou-nos as instalações depois, e pudémos ver como as diferentes secções estão organizadas no espaço da redacção integrada. Eles têm estúdios de video e áudio, uma parede com projecção de media, onde podem seguir o que se vai passando – até tinha uma twitterfall.

Uma das coisas mais surpreendentes para mim foi o silêncio, apesar da multidão de jornalistas à frente de dezenas de monitores, em reuniões ou ao telefone. Richmond explicou que me áreas abertas de trabalho as pessoas costumam baixar a voz. Penso que o trabalho apoiado em computadores ajuda um bocado. Todos os jornalistas trabalham para o papel e para o online.

Foi muito bom estar lá. Há um feeling diferente numa grande redacção, e a do Telegraph é qualquer coisa. Vejam  algumas fotos no slideshow abaixo, os meus colegas tiraram mais, vou tentar pubicá-las em breve.

Poll: Generations and online media | Sondagem: Gerações e media online

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How different is the relationship with online media for each generation? Are really younger people more active consumers of digital news or are they being surpassed by their parents?

Paula Cordeiro, author of the NetFM blog, is doing a poll on how different generations engage with online media. The results will be presented at the “Media+Generations” conference in Milan, this September 11th and 12th.

I asked Paula what was her percepetion of this reality, even before having the poll results: “Quite clear, and corresponding to the majority of the current news: young people using more than older people, though its growing. Teenagers in social networks, young adults in social networks with professional objectives or match making, on Twitter for the updating and the hype. The teenagers don’t consume news traditionally, but young adults use online media more. Older people use essentially email and the Internet for researches.

But this trend is not, in Paula’s words “an absolute reality“. In her experience as a teacher there are students with various degrees of contact with online tools, “if there are those who present a simple oral presentation of an assignment using a web hosted presentation, most of them still use a A4 printed sheet, sometimes even, handwritten…

Their limitations don’t stop here: “Regarding (online media) consumption, they as matter of fact, consume few news under any format or platform, and they  aren’t that savvy about the tools that the web has to offer to create and disseminate contents (many don’t know how to create a blog, don’t know about newsreaders or how to make a podcast), going against the general expectations for this generation.

The poll questions are in portuguese only and you can participate until the September 6th. As soon as Paula Cordeiro has the results, she will publish them on her blog. And we will be looking forward to see them.

Até que ponto varia a relação de cada geração com os media online? Serão os mais jovens maiores consumidores de notícias digitais,ou estão a ser ultrapassados pelos seus pais?

Paula Cordeiro, autora do blog NetFM, está a fazer uma sondagem sobre como cada geração interage com os media online. Os resultados serão apresentados na conferência “Media+Generations”, a decorrer nos próximos dias 11 e 12 de Setembro, em Milão.

Perguntei à Paula qual era percepção que tinha desta realidade, mesmo ainda antes de ter os resultados da sondagem: “Muito clara e corresponde à maior parte das notícias que circulam: jovens com grande consumo, mais velhos com menor consumo, embora a crescer. Adolescentes nas redes sociais, jovens adultos nas redes sociais com intuitos profissionais ou match making, no twitter pela actualização e porque é hype. Adolescentes não consomem notícias na forma tradicional, jovens adultos consomem mais notícias através dos media online. Mais velhos usam essencialmente e-mail e Internet para pesquisas.

Mas esta tendência não é, nas palavras de Paula, “uma realidade absoluta. Na sua experiência como professora, há estudantes com diferentes graus de contacto com as ferramentas online, “Se há os que preparam uma mera apresentação oral de um projecto de trabalho usando uma apresentação alojada na web, a maioria continua a apresentar uma folha A4 impressa, algumas vezes mesmo, escrita à mão…

Mas as suas limitações não se ficam por aqui: “Relativamente ao consumo, de facto consomem poucas notícias sob que forma ou plataforma for e não assim tão conhecedores das ferramentas que a rede coloca ao nosso dispor para criação e divulgação de conteúdos (muitos não sabem criar um blog, não conhecem newsreaders ou sabem fazer um podcast), contrariamente aquilo que são as pexpectativas gerais para esta geração.”

Podem responder a esta sondagem até dia 6 de Setembro. Assim que a Paula Cordeiro tiver resultados, eles serão publicados no seu blog. E nós estaremos atentos.

Answer Poll | Participem na Sondagem