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Qualidade, preço e a fábrica de salsichas

Se pago por um produto ele tem que valer o dinheiro que gasto nele. É por isso que não me custa nada desembolsar 8,50€ pela Monocle quando posso: a revista é bonita, os textos são bons e a aposta em edições temáticas que reflectem as idiossincrasias da própria revista (no número dedicado ao panorama militar mundial falou-se muito de design, moda, comunicação e arquitectura) dão-lhe uma personalidade própria e transformam-na num vício mesmo para quem não é o público-alvo da publicação. E como público-alvo refiro-me às pessoas que podem comprar os produtos que lá vêm anunciados.

Por isso é que não entendo as paywalls, nem as pessoas que as têm imposto. Não vou pagar pela mesma informação que tenho de borla noutros lados. Já contei aqui a história de quando trabalhava numa rádio e não tínhamos acesso às notícias da Lusa, mas não era preciso, eu via o mesmo texto copiado e colado em sete sites diferentes, e depois via-os impressos em alguns jornais, às vezes com os mesmo erros e tudo ou, pior, mal copiados. Era só pegar na informação, adaptar e debitar para um microfone. Era jornalismo? Não. Mas o que via ali também não era.

Como neste momento não estou ligado à actividade jornalística e não estou muito preocupado com a saúde financeira dos maus jornais, que são a maioria, olho para este assunto como consumidor e cidadão. Quando a Atlantic lança um produto como o Quartz fico interessado e não é só por ter um interface diferente. É porque têm uma equipa dedicada ao produto com competências específicas para a sua produção. Fala-se muito de adaptações nas equipas de futebol mas no fim um avançado tem que ser um bom  avançado e  marcar golos. O que a Quartz tem é uma estratégia definida:

To sum up, three elements will be key to Quartz’s success.

1. Quickly build a large audience. Selected advertisers are not philanthropists; they want eyeballs, too. Because of its editorial choices, Quartz will never attract HuffPo-like audiences. To put things in perspective, the Economist gets about 7 million unique browsers a month (much less unique visitors) and has 632,000 readers on its app.

2. Quartz bets on foreign audiences (already 60% of the total). Fine. But doing so is extremely challenging. Take the Guardian: 60 million unique visitors a month – one third in the UK, another in the US, and the rest abroad – a formidable journalistic firepower, and a mere £40m in revenue (versus $160m in advertising alone for NYTimes.com).

3. Practically, it means Quartz will have to deploy the most advanced techniques to qualify its audience: it will be doomed if it is unable to tell its advertisers it can identify a cluster of readers traveling to Dubai more than twice a year, or another high income group living in London and primarily interested in luxury goods and services (see a previous Monday Note on extracting readers’ value through Big Data).

Frederic Filloux, Monday Note, The Guardian

O problema tem sido esse: não há estratégia na maioria das publicações tirando a de sobrevivência e, mesmo essa, é má. Apenas se repete o mesmo modelo ultrapassado com jornalismo de fraca qualidade e cria-se uma app para isso. E eu não acho que a culpa seja dos jornalistas, não se fazem boas equipas só com júniores e laterais adaptados, quando mais o desporto deles é outro. Este exemplo que dou do Quartz da Atlantic não de negócio, mas de produto dedicado às características do mercado que pretendem atingir. E comparando com a oferta que tenho ao meu dispor não fico satisfeito com aquilo que os estrategas dos média nacionais pensam de mim, como consumidor.

Matthew Ingram aponta cinco razões a ter em conta nesta estratégia da Atlantic, doas quais destaco este :

  • New forms of content: In the not-so-distant past, magazines and newspapers were happy to just throw their existing content onto the internet as “shovel-ware,” and some continue to do so. Atlantic Media has focused instead on trying to adapt what it does with content to take advantage of the web — its Atlantic Wire has been a big contributor to its online success, in part because of a smart approach to aggregation and social media, and it has also launched dedicated sites like Atlantic Cities. And Quartz is the latest example of this principle in action, as is its focus on “obsessions” instead of beats.

“It’s become very, very clear to me that digital trumps print, and that pure digital, without any legacy costs, massively trumps print.” — David Bradley

Na minha experiência a ver a fábrica das salsichas por dentro, percebi que o que move muitas publicações não é o dever de informar, esclarecer, questionar, mas manter um status quo,  seja dos donos, dos políticos ou das empresas que apoiam, que em certos casos são todos a mesma gente. Percebi também que confundem  a tecnologia do futuro (e presente) das publicações com televisão, que já é o segundo ecrã. E vi que não ligam muito ao que vendem, desde que se venda.  E mesmo que não se venda, vão querer cobrar mais do que deviam.

Tirando o hábito, não vejo razões nenhumas para se ler um jornal regularmente, hoje em dia. Nem as suas versões digitais. Há muito poucas publicações no mundo que me cativam e estou disposto a pagar por elas havendo essa possibilidade e, tirando o factor de proximidade, estaria tão ou melhor informado do que se ficasse apenas pelas marcas nacionais. Os modelos de gestão e os objectivos dos média seguidos durante décadas estão obsoletos, é preciso uma revolução nesse paradigma que não é só de produção mas também de mentalidades.

Eu não estou a ver nenhum orgão de comunicação português a seguir o modelo cooperativo deste jornal alemão, que se mantém à tona por ser indispensável a um grupo  de leitores, que são ideologicamente próximos uns dos outros, com interesses em comum e que precisam de uma marca que lhes enquadre a realidade da forma como o Die Tageszeitung faz. Também precisam de repensar o seu produto digital, é verdade mas, ao contrário da maioria das marcas jornalísticas, têm esse factor de serem indipensáveis para um grupo de pessoas. E criar um produto que seja indispensável implica pensar muito bem no que representa a marca e o que faz:

If you are stuck with a revenue level that won’t support filling your staff with indispensable storytellers, you need to rethink your staff and content model, slim down the staff size and build up the pay. Otherwise you resign yourself to forever being completely dispensable.

You can’t be indispensable and poorly written at the same time. In that case, Steve’s point is completely correct: You will get online subscriptions from current newspaper addicts, the people who are so used to reading you that they just can’t do without. But they will die off, and you will have nothing that non-subscribers find worthwhile, so you also will die off.

Guy Lucas, The paywall paradox

A única parte que parecem aplicar por essas redacções fora é a da redução das redacções, mas apenas por questões financeiras e não de desenvolvimento.

Como se tem visto, o plano tem sido tornar-se completamente dispensáveis. Como o António Granado ontem escreveu no seu blog (e foi dele que vieram alguns destes links) ao falar do novo site noticioso da Microsoft:

Este é apenas um início de uma tendência que muitos analistas prevêem há anos: quando os média tradicionais decidem cortar loucamente nas suas redacções, e passam a não dar atenção a áreas sobre as quais as pessoas querem ler, alguém ocupará o seu lugar…

Não há escassez de oferta, e muito menos de qualidade. Não vem é dos sítios do costume, a maior parte das vezes. E ao baixarem o nível de qualidade e ao não satisfazer os hábitos e necessidades dos consumidores apenas para manter a máquina a rolar acabaram por lhes passar por cima.

Pessoalmente, não vejo uma marca jornalística nacional que me interesse ou que queira comprar. Não é que veja bons artigos e histórias em algumas marcas que até acho de grande qualidade, mas não não vou comprar um pacote inteiro por causa de uma só porção. Além disso,  não há uma que esteja a produzir conteúdos nos formatos que quero consumir, mas isso pode ser problema meu, que sou muito esquisito. Uma coisa é certa, não gasto dinheiro com nenhuma.

A forma como encaro o jornalismo pode ser pouco pragmática e demasiado idealizada, mas como cidadão e consumidor quando compro um produto informativo quero que traga notícias, e não salsichas porque, ainda por cima, sei como foram feitas.

 

How Portuguese News Websites (don’t) use Citizen Journalism (2008)

 

Rummaging through old files I came across with the most interesting stuff: almost exactly 4 years ago I wrote this. It reminded me of a debate I participated this week.

(It was published here and here)

Not much has changed. Or did it?

 

Ao remexer em pastas antigas, encontrei algumas coisas interessantes: há quase exactamente 4 anos escrevi isto.Lembrou-me de um debate em que participei esta semana.

(Foi publicado aqui e aqui)

Pouco mudou entretanto. Ou mudou?

 

We’ve been watching a significant change in the Portuguese news media, for the last few years. From national to local newspapers, radios and TV channels, everyone is building their presence online, with more or less aptitude or quality. Still, the effort is noticeable.

But this investment in new platforms of communication doesn’t mean the companies are following the latest trends, or leaving their somewhat conservative approach to the full possibilities of the web. The news websites in Portugal are mostly a repository for print content, since many don’t have exclusively online journalists, and the resources for online content are rather limited, especially as multimedia content is concerned, though slowly the tide is turning, mainly due to the efforts of major newspapers, that are trying to improve and take the step forward in online content.

This scenario, of slow and uneven development of new media content, is useful to explain why the interactivity between media and users is practically inexistent. Many still don’t grasp the concept of participative/citizen journalism and community, but companies and newsroom managements aren’t the only ones to blame, since there are other factors to consider:

– Portugal has a low newspaper reading index, and despite an increase in the last years, it is still one of the lowest in Europe;

– the Portuguese, as a people, usually aren’t civically engaged;

– journalists, as a class, are quite protective about their job;

– there is no specific training for professional journalists regarding community management, content moderation, outsourced content;

So, if news information still runs downriver, it’s because there’s not only a structural problem, but also a passive-aggressive attitude towards citizen journalism: passive on the citizen part, aggressive on the journalists’ that defend their status as news bearers with tooth and nail, even if most don’t take any effort to understand the new reality.

To vouch for these changes and current mindset, I created a small survey in which I was trying to understand the conditions and openness of online media to citizen contribution. It was divided in 4 parts: company characteristics, main types of content and sources, forms of user participation, and a short opinion on citizen journalism. This survey was sent to about 50 newspapers, TV and radios with online news features, sizing from national media groups to local companies. The response was baffling.

A quarter of the email addresses available for contact with the website or newsroom’s management were useless, and even after further attempts inviting the remaining ones that worked, only four companies replied and filled out the form. The results are, therefore, inconclusive. But this is a good example to show how receptive most newsrooms and companies are to outside stimulation, even if it wasn’t only for the fact that the ones that replied are amongst those who are working to develop their presence online, in a well thought, sustainable way, and embracing the new challenges posed by hyper-communication, while the vast majority is selling pig in a poke.

Anyway, these were the results: two newspapers – one national, the other local – one online news outlet and a TV channel answered to the survey. The local newspaper was the less resourceful, with no exclusively online journalists, against the online outlet who has over 30 workers. The local newspaper had a 30 to 50 thousand visits, against the over 330 thousand claimed by the TV channel’s online newsroom. All of them prioritized text over video, audio and photography, being video the less used format, except on the TV website, for obvious reasons. None of them used citizen or users as a source, sticking to the journalists’ investigation and agencies feed, although users’ images and videos were welcome. All of them are expecting to open their website to further user collaboration, and when asked about the future of citizen journalism, the best answer was “interactivity is one of the factors that increases the number of visits,(…) and the visibility and acknowledgement of the brand”. This line of thought is still a needle in the Portuguese news haystack.

The most recent reports on citizen journalism in the USA (State of the News Media 2008) show a decrease in user’s participation, though there are new websites and features popping up everyday, appealing to news readers to develop contents and create a tighter relationship with the online editions. In Portugal, all the news related to media websites development is announcing more multimedia and interactive features, for a broadband usage: more video, more comments, more space for users’ opinions and input. With very few notable exceptions, nothing is really changing; the main difference now is that the contributions accepted by media companies are now being sent over the internet, instead of regular mail, like it happened for decades.

Portuguese users are actively creating own media, like blogs and podcasts, and commenting on the news websites, or sending small videos and pictures is still enough for most of them. And on the day I’m writing this, Público presented a feature, that links a news article to the blogs that refer to it, which may mean that the future is not necessarily in the embedding of citizen content, but by promoting the exchange of contents between corporate and citizen media.  But, apart from those small advances to integrate users in the building of the news landscape, there is nothing we may call as citizen journalism in Portugal.

The reasons to proclaim citizen journalism as a part of the future of news media may be honest or pure marketing, but the fact is that it doesn’t rely solely on the companies shoulders. The main promoters of this movement must be the citizens themselves, and they should be the leading force in changing the face of corporate news, recreating the agenda setting, humanizing and lending depth to news content. The media outlets just have to be ready to accept that.

 

 

 

 

Os Media em 2011: Previsões

O meu caro amigo Mr.Steed desafiou-me para fazermos um post conjunto com as previsões para os media em 2011. Consultámos algumas pessoas cuja opinião nos pareceu ser pertinente, tanto da nossa praça como além fronteiras, sobre o que poderão ser as tendências para o negócio dos media num futuro próximo.

É claro que há riscos neste tipo de coisas. Existe uma frase feita que diz que a mudança está a ocorrer mais depressa do que a nossa adaptação a ela. E quando falo de nós, refiro-me quer a utilizadores, quer a produtores de conteúdos. Atravessamos a maior revolução desde a Revolução Industrial, que assenta não só em avanços tecnológicos mas também em novas relações entre os media e os seus públicos, entre instituições e cidadãos comuns, entre os próprios utilizadores.

Se tiverem dúvidas pensem nisto: o Youtube tem 5 anos; o Google tem 10; o Facebook tem quase 600 milhões de utilizadores, e quantos de vocês estão lá há mais de 2 anos? E que consequências traz algo como o Wikileaks? E quantas vezes a Internet e as redes sociais são referidas nos noticiários, nos jornais, e quantas vezes as primeiras informações surgem através de cidadãos anónimos (cada vez mais um paradoxo), com vídeos filmados com telemóveis, fotografias imediatamente colocadas na rede, ou tweets durante os acontecimentos?

A esta nova lógica juntam-se dispositivos completamente novos, que exigem uma linguagem e formas de comunicação também completamente novas. A primeira década do século XXI vai ficar na história como a década da Revolução Digital. Por isso, qualquer exercício de adivinhação é uma tarefa complicada.

Neste post vou só destacar algumas das ideias propostas pelos nossos convidados, mas poderão ler tudo na íntegra no blog do Mr.Steed, onde ele faz as suas próprias previsões para o ano que se avizinha.

Uma coisa é certa: são tempos incríveis para se ser jornalista, e poucas gerações se podem gabar de poder ter vivido algo que tenha afectado a maneira de nos relacionarmos com o mundo de forma tão profunda, como ao que estamos a assistir todos os dias.

Algumas redações vão descobrir em 2011 que: 1) existe uma coisa chamada World Wide Web; 2) os computadores servem para mais do que bater texto, editar imagem, ver p0rn/receitas e receber spam; 3) o Internet Explorer dá para fazer mais coisas do que ler blogs e os sites da concorrência. Do número de descobertas dependerá a velocidade da migração dos jornais para as plataformas a que continuamos a chamar novas como se a última década tivesse demorado três meses.

Paulo Querido

I said that things would get ugly in 2010 and have been sadly proved right. I think they’ll get even uglier in 2011 as the reaction against the shift in power grows and the fallout from Wikileaks continues. Expect a lot of rushed-through legislation against the invisible threats of the web which has implications for journalists and publishers.

Paul Bradshaw

Novos títulos irão surgir mas com enfoque em nichos. Títulos especializados. Direccionados a comunidades.

Rodrigo Saraiva

Muitos média com conteúdos medíocres não resistirão a fazer-se pagar por eles, como se fosse possível enganar os utilizadores. Perderão em influência e em publicidade.

António Granado

The new year will also see a refinement of multimedia strategies. So far many multimedia projects have been experimental in some ways, but we can now look back and see what works and what doesn’t and better serve our readers and viewers.

Mark S.Luckie

Jornalistas da comunicação escrita, com maior espírito de sobrevivência, intensificarão a sua aprendizagem nas áreas das técnicas audiovisuais.

Alexandre Pais

Os jornalistas estão a descobrir avidamente o Twitter e o Facebook, são cada vez mais bloggers e produtores de conteúdos nas redes sociais,  e começam até a ser gestores das suas comunidades on-line. Também haverá cada vez mais free-lancers. Provavelmente o Sindicato de Jornalistas não conseguirá acompanhar esta nova realidade. Parece-me pois provável que um dia destes surja uma associação profissional que congregue os novos interesses e desafios da profissão.

Alda Telles

As empresas de media portuguesas ainda não têm um modelo de negócio para estes novos tempos.

Manuel Falcão

E que previsões têm vocês para o ano que se avizinha? O que é que esperam dos media em 2011?

Switch Conference – 15th and 16th of May, 2010 at University of Coimbra, Portugal

It’s in Portugal and it’s worth spreading: the second Switch Conference is just in a couple of days and there are still some tickets available . If you don’t know what it is, here’s what it’s all about:

SWITCH is a 2-day conference to be held in the University of Coimbra, Portugal , on the 15th and 16th of May, 2010. We do want, however, to make SWITCH way more than a conference. We want to make it an authentic 2-day discovering experience. Attendees will get in touch with scientists, entrepreneurs, thinkers, do-er and everyone in between to share their knowledge, their experience and their ideias aiming to create awareness on scientific and technological matters, preparing us to a better defined future and a helthier society. We want and promote earth-shaking ideas, impossible breakthroughts and incredible life stories.

The conference will take place on a weekend to let those who are unable to leave work for the whole week to attend the conference sharing their experience and vision.

SWITCH will have a main room where presentations will fully run from day 1 to day 2, a second room where the startup competition and deep discussions will take place and, finally, outside areas when all sort of fun activities will take place and where partners and sponsors stands will be located.

SWITCH main theme will be “Web & Development” but our bet is on diversity. Diversity of cultures, ideas, discussions, persons and, of course, themes. You can find the full list of topics for this year’s conference here.

In the 2nd Room will take place the startup competition hosted by Webreakstuff. We want to act as a plattaform for networking, but also as as a way for you to meet with investors and to make your business project known by the crowd. The startup competition will sort out the best startups around and promote them with investors and media.

Grab your tickets while you can.

Changes 3: New column | Mudanças 3: Coluna nova

Logótipo Rascunho

And in the latest instalment for changes around here, i’d like to announce that yesterday i started my column dedicated to new media at Rascunho.IOL.pt. I am honored for the invitation they made and hope to provide a few interesting insights about the Media Revolution.

The title for this weekly reflection is “Media DJ”, and the English version will be available in my (new) blog, becoming somehow an extension of my work.

Below is the first text for Media DJ.


E no mais recente capítulo dedicado a mudanças por aqui, gostaria de anunciar que ontem iniciei a minha coluna/caderno sobre novos media no Rascunho.IOL.pt. Estou honrado pelo convite que me fizeram e espero dar algumas visões pessoais interessantes sobre a Revolução dos Media.

O título para esta reflexão semanal é “Media DJ”, e a versão em inglês estará sempre disponível no meu (novo) blog, sendo uma extensão do meu trabalho.

Leiam o primeiro texto, no Rascunho.

REMIX

Imagine a stage, and you’re sitting in the audience. From up there, one or several characters proclaim the news of the day, the events they chose as the most important. They do it at a certain time, in a ritualized fashion and within a specific duration.They ignore your reactions, and aren’t quite interested in you but in how many of you are watching them. This was the paradigm for the relationship between audience and media. Then came the Internet and everything changed.

Today, the stage and the audience share the same space, there are several voices for many subjects, each one with its own perspective and different origins; information flows within that space between all the elements, from media to users, to other users, to other media. The keywords for this new model are sharing, dialogue, mobility/ubiquity and real time. Contents are made of layers, a new contribution or production is built over the previous one. And everyone can participate: with text, photos, video.

The information industry and journalism are going through the biggest revolution they’ve ever  gone through. The content creation and dissemination tools evolved rapidly, and more important, they are availabe to anyone. The audience became an active element in the creation and disseminaton of information. In a matter of years we went from static versions of newspapers to multimedia rich content, real time information provided by users in social networks and on Twitter, anywhere, to everywhere, which deviated the media from the center of the news paradigm, forcing them to reconsider how to interact with their users, how to work information on the web, publish it, renew it, in a profound change of processes and views. And also how to make that profitable.

The name of this column is Media DJ, because all these changes influenced journalist’s work, demanding new skills. DJ has a double meaning, being the first, the one who, from other people’s music, mixes, remixes, aligns and generates a new dynamic, turning the whole bigger than the sum of its parts; and it also works for Digital Journalism/Journalist. Information DJs do exactly the same as music DJs, they pick up the pieces and generate a a new set, but with a totally different responsibility: they contribute to the creation of a collective conscience, and a well informed society will make better choices. In the end, nothing changed in the fundamental role of journalism, just the way you do it.

Every week i hope to bring a part of that (r)evolution, that is unfolding faster than reality can keep up. You just have to follow the music.

Below is the first text for Media DJ.