6
Dec/11
0

ObCiber 2011: Online Journalism Awards Nominees | Nomeados dos Prémios de Jornalismo Online

It’s that time of the year again, when the best online journalism made in Portugal is awarded by ObCiber.

This time the nominees list isn’t that different from previous editions, there are names credited in different projects that have been regularly present. This means the best are still the same, and they are few.  I expected a bit more variety, but since I know some of these talented people I’m happy for them. The question is: why there isn’t more competition?

There are also differences in the projects running: more multimedia and interactivity, using more screen real estate, and better design and UX. 

For those of you who want to risk it and navigate through online Portuguese news projects, here’s the list below, and if you like, vote on your favorites.

Estamos outra vez naquela altura do ano, quando os melhores trabalhos do jornalismo online em Portugal são premiados pelo ObCiber.

A lista de nomeados não é muito diferente das  edições anteriores, e os nomes presentes nos créditos dos trabalhos repetem-se. Isto significa que os melhores são os mesmos e são poucos. Esperava maior variedade, mas como conheço algumas destas pessoas talentosas fico contente por eles. A pergunta que se impõe é porque é que não há mais concorrência?

Há também algumas diferenças nos trabalhos a concurso: mais multimédia e interactividade, a ocupar mais área no ecrã, e com melhor design e usabilidade.

Vejam a lista abaixo e votem nos vossos  projectos favoritos.

Overall Excellence in Online Journalism | Excelência geral em ciberjornalismo:

Público.pt

Jornal de Notícias

Rádio Renascença

 

Breaking News | Última hora:

Minuto a minuto: “O Egipto está livre” - Público

Milhões exigem queda de Mubarak - Jornal de Notícias

Acordo fechado - Rádio Renascença

José Sócrates demite-se - Rádio Renascença

 

Multimedia Reports | Reportagem multimédia:

Órfãos de Pátria - Jornal de Notícias

João Paulo II: As dimensões de um santo - Rádio Renascença

Cimeira da NATO - Rádio Renascença

“24 Horas de Porto” - Porto24

A crise bateu à porta – TVI24

11 de Setembro – 10 anos depois - SAPO.pt

Reconstituição da tragédia de Entre-os-Rios - Jornal de Notícias

 

Online Video | Videojornalismo online

Os búlgaros nas vindimas - Jornal de Notícias

Fábricas Fantasma - Rádio Renascença

Egipto: Geração Revolução - Rádio Renascença

 

Infographics | Infografia Digital

OE2012: Como vamos ser afectados no dia-a-dia - Público

SCUT vs alternativas - Jornal de Notícias

O mundo a cada mil milhões - Público

Guia das Legislativas 2011Rádio Renascença

 

School Journalism | Ciberjornalismo académico

Mercado do Bom Sucesso: As vidas do mercado - JPN

No mundo das mulheres - JPN

Dossiê “Jornalismo de Guerra” - JPN

“Subterrâneos de Arca D’Água escondem galerias extensas” - JPN

 

 

6
Jan/11
3

O futuro do impresso e outras perguntas para as quais dou as respostas possíveis

Volta e meia tenho alguns estudantes de jornalismo a enviarem-me perguntas para fazerem trabalhos académicos. Se entram em contacto comigo é por recomendação dos professores (creio eu), logo não tenho grandes problemas em responder, já que a minha opinião vale o que vale: às vezes digo umas coisas giras, outras vezes nem por isso. Mas tento sempre contribuir para uma melhor nota destes alunos, e como ainda me lembro dos meus tempos de estudante tento ser o mais útil possível.

Desta vez foram duas alunas do Instituto Superior Miguel Torga que entraram em contacto comigo, e que levantaram algumas questões para os seus projectos escolares. Como ando um bocado ocupado, cá vão as respostas neste post. Espero que sejam úteis e que não saia grande asneira. As duas primeiras respostas são para as duas, já que perguntaram-me essencialmente o mesmo.

Acha que perante a evolução que o jornalismo  online está a registar, os jornais tradicionais vão sobreviver?

Esse é o erro, achar que há um jornalismo tradicional e um jornalismo que é a sua antítese. O que existe é um modelo de produção baseado numa plataforma e que está estabelecido – o impresso – e que se confunde com jornalismo. Jornalismo é uma actividade, um jornal em papel é uma plataforma assim como a sua versão digital, e os conteúdos é que deveriam ser tidos em conta quando se fala de “jornalismo”.

O processo jornalístico no fundo não varia em 95% da sua totalidade de um meio para o outro, é preciso perceber ainda o que é notícia, como verificar a informação, tratá-la, validá-la. Os outros 5% são a forma como transmitimos esses conteúdos, que podem ser num texto estático em papel ou online, ou usando narrativas digitais. Cada uma destas formas de transmissão de conteúdos têm características próprias,  riquezas e propriedades únicas que não definem a qualidade do jornalismo efectuado.

Esta comparação é sempre feita entre jornais em papel e os formatos digitais e nunca com a televisão ou a rádio, dois meios com narrativas mais próximas do potencial do online e que ninguém questiona se vão desaparecer ou não. Isso é porque se pensa no digital como uma duplicação do que está no papel, e os formatos e linguagens que podemos usar ultrapassam largamente o texto. Como as linguagens da televisão e da rádio são dinâmicas não se questiona tanto a sua sobrevivência,  mas o risco é igual para todos.

No fundo, acredito que o meio, a forma como as notícias são transmitidas, é muito importante mas não é essencial. É preciso repensar os meios tradicionais de forma a que forneçam o que o online não pode transmitir, e que permita aos consumidores terem experiências ricas de consumo de informação, dentro das características próprias do suporte. Os meios tradicionais que consigam fazer isso irão sobreviver. Mas é preciso que estejam cientes da lógica do online e das suas potencialidades e, acima de tudo, das suas diferenças em relação aos formatos existentes.

Na sua opinião, que modelos de comunicação têm de adoptar os media tradicionais perante o digital?

Acima de tudo, não copiar outros modelos e transferi-los para o digital. Não fazer televisão para o online mas narrativas video que sigam a lógica do ambiente digital, nem copiar o papel para o digital mas fazer algo que use o potencial do digital, nem que seja a utilização de links, o nível mais básico de implementação de ferramentas online para um texto. Os modelos de comunicação têm que ter em conta os factores de interactividade, interacção social – partilha, recomendação, participação – e a utilização de linguagens dinâmicas.

Cada meio tem características próprias, se os respeitam nos formatos que conhecem, porque não respeitar as características do meio digital?


Quais são os casos, jornais tradicionais, na sua opinião que correm sérios riscos de no futuro encerrar edição?

É uma pergunta à qual não quero responder. Quando falamos de encerramentos estamos a falar de pessoas que vão perder o emprego, muitas vezes já precário, e não gosto de falar disso, o mercado de trabalho está mal preparado para esta evolução que foi ignorada pelas direcções (e que continua a ser em alguns sítios). Pode haver é uma aposta prioritária no online, como no caso do Público, que recentemente reforçou a sua equipa, duplicando o número de jornalistas da redacção online, mas isso não significa que haja publicações a fechar, mas apenas a reinventar-se para o meio digital.

Havia uma espécie de bolsa de apostas informal onde se apontavam alguns nomes de publicações que podiam fechar, mas de acordo com algumas previsões isso já deveria ter acontecido no ano passado. Felizmente  não aconteceu, mas muitas estão em situações complicadas. Espero que estejam a ser definidas estratégias sensatas e realistas para que se possa enfrentar o futuro de forma mais pragmática e optimista.

Não vou apontar nomes. Tenho respeito a quem trabalha no duro todos os dias em condições difíceis, e que está no jornalismo porque gosta da profissão, e estaria a faltar a esse respeito se indicasse algum caso em particular.

_________________________________________________

E é isto. Espero que as minhas ideias sejam úteis. Mas queria deixar uma nota: eu estou disponível para ajudar no que for preciso, mas por favor, não me enviem logo perguntas de rajada sem me dizerem para o que é ou porquê. E se não puder responder não fiquem chateados, neste momento sou um gajo bastante ocupado, e às vezes não dá mesmo para nada. Se forem simpáticos, partilhem os resultados do vosso trabalho comigo, muitas vezes não sei qual foi o destino das minhas respostas.

Obrigado por se terem lembrado de mim, e boa sorte, que é uma coisa que não acontece se não fizermos por ela.


23
Apr/10
1

Yesterday’s presentation at Porto’s University | Apresentação de ontem na U.Porto

So i was invited this week to give a talk to the Cyberjournalism seminar students at Porto University, and it wasn’t that bad.

I took the opportunity to present two ideas that i have and that are still under development: “The Upward Spiral- an information flow model” and “New properties of news contents”. I’ll develop these concepts sometime soon here in the blog.

I must thank the students who beared with and Helder Bastos, their teacher, for inviting me.

Ontem fui dar uma pequena palestra aos alunos de Ciberjornalismo na Universidade do Porto e não correu assim tão mal.

Aproveitei a oportunidade para apresentar duas ideias que tenho e que ainda estão em desenvolvimento: “A espiral ascendente- um modelo de fluxo informativo” e “Novas propriedades de conteúdos noticiosos”. Eu irei desenvolver estes conceitos em breve aqui no blog.

Queria agradecer aos alunos que me aturaram e ao Hélder Bastos por me ter convidado.

17
Apr/10
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i de irremediável

…e não estou a falar do só do i. A troca de correspondência entre Martim Avillez Figueiredo e o Grupo Lena mostra a realidade da imprensa em Portugal: é só papel. Nem uma referência ao site, a investimento no digital, em multimédia. O i é um jornal e o site é (segundo ouvi dizer) o castigo para alguns jornalistas. Pelo que vi no programa da RTPN “Hora de Fecho”, o Grupo Lena vai aplicar algumas das resoluções que eu defendi assim que vi a primeira edição do i.

Eu pessoalmente não gosto da atitude editorial do i, que trazia por vezes mais curiosidades do que notícias (pelo menos era o que via no Facebook), mas respeito qualquer edição que tenha gente capaz e que consiga criar uma marca respeitada pelos seus pares internacionais. Todos os prémios que o i recebeu são merecidos, e não gosto de ver tanto potencial desperdiçado, numa redacção cheia de jovens jornalistas que vestiram a camisola de um projecto que sempre pareceu a muitos estar condenado desde o início.

E, repito, nem uma palavra sobre o investimento no online. Ter uma capa bonita nas bancas não chega, mas infelizmente é essa a maior preocupação da imprensa nacional.

Mais posts sobre o i em breve.

5
Jan/10
0

Duas entrevistas de estudantes

Eu não sei como ou porquê, mas volta e meia tenho estudantes de jornalismo a enviar-me perguntas para alguns trabalhos académicos. A maioria nem agradece, diz para o que é ou onde estuda, ou mostra os resultados finais, mas tento sempre responder o melhor que posso às questões colocadas. Acaba por ser uma maneira interessante de rever as minhas ideias sobre alguns assuntos, e espero poder contribuir para uma boa nota (apesar de achar que é sempre um risco andarem a fazer-me perguntasdeste tipo). De qualquer forma, no final do ano passado houve dois estudantes que pediram a minha opinião sobre crowdsourcing e crowdfunding, e sobre jornalismo vs jornalismo online. Aqui ficam as transcrições, e, se quiserem, discordem na caixa de comentários.

Crowdsourcing/funding – Tiago Perdigão

1 Onde ouviu falar a primeira vez de crowdsourcing/funding?

Não posso especificar quando, são temas que têm sido discutidos desde que comecei a olhar para os media online. No crowdsourcing temos como exemplo máximo a Wikipedia e na parte de financiamento têm surgido vários exemplos, com maior ou menor sucesso. Mas a participação dos utilizadores tem crescido por razões óbvias, e ainda há muito por fazer para se poder tirar o maior proveito disso. As redes sociais começam a desempenhar um papel preponderante em ambos os campos, especialmente no crowdsourcing.

2 O jornalismo português está a adaptar-se bem?

Nem bem, nem mal. Há sempre aquelas iniciativas de “partilhe a sua história” ou envie as suas fotografias” e pouco mais, o que é manifestamente insuficiente. Ainda não vi ninguém a assumir uma postura decidida sobre o assunto. No que diz respeito ao financiamento, há limites impostos pelas estruturas empresariais que não contemplam a contribuição monetária pelos utilizadores para projectos de investigação por exemplo, o que faz todo o sentido dentro da lógica comercial vigente. Talvez venha a acontecer em projectos mais pequenos e independentes, mas para já não vejo lugar para isso em regimes corporativos. Mas é necessário que se crie um diálogo com os utilizadores, e aí o crowdsourcing será mais eficaz, e útil para ambos as partes.

3 Pontos maus? 4 Pontos bons? (não tenho bem a certeza a que te referes, se ao jornalismo em Portugal se ao crowdsourcing/funding em si. Mas aqui vai.)

Não há estratégias definidas em Portugal para se trabalhar com as contribuições dos utilizadores. Há vantagens e desvantagens no crowdsourcing/funding, mas podem ser só vantagens se os media aprenderem a adaptar a sua estrutura para estes fenómenos. Ainda há quem pense que dar voz aos utilizadores é um perigo para a actividade jornalística mas essa voz existe e muitas vezes é mais forte do que a dos media. É preciso saber usar essa voz em favor de todos. 5 Um exemplo que gostaria de pôr em prática? O melhor exemplo de crowdfunding para mim e que gostava de pôr em prática é o Spot.us, um projecto que tem tido bastante sucesso e aceitação. Do lado do crowdsourcing não tenho assim nenhum exemplo em particular mas todas as ferramentas que agreguem e permitem a participação e expressão dos utilizadores são de grande importância, desde mapas abertos a sondagens, a publicar grandes volumes de dados para análise pública. O futuro passa cada vez mais por essa interacção entre os utilizadores e as estruturas jornalísticas e os utilizadores já estão no ponto certo há muito mais tempo que os jornalistas, falta apenas que estes se mantenham a par.

Jornalismo vs Jornalismo Online – Ruben Pires 

Os jornais vão sobreviver face à internet?

Se a pergunta é sobre os jornais em papel, alguns vão sobreviver sim, outros não. Começo a achar que não é a Internet que os vai fechar mas apenas a falta de visão das suas direcções. O que pode deixar de existir são algumas versões em papel, ou certos modelos, há jornais que estão a usar o papel para conteúdos diferentes do que os que publicam online, mais elaborados, com um investimento diferente na qualidade. Depois há a questão dos novos suportes, como os e-readers e os telemóveis, que toda a gente tem. O papel vai ser um luxo, e com mercados definidos, e isto não implica que os jornais como empresas acabem, mas que passem a adoptar novos formatos e a investir nos conteúdos mais apropriados apra cada dispositivo.

Que modelos de comunicação têm de adoptar os media tradicionais perante o digital?

Têm que aprender a fazer mais e melhor multimédia e a saber dialogar com os seus utilizadores, fazê-los sentir que são parte do processo, e deixar partilhar e redistribuir os seus conteúdos. Há uma atitude defensiva por parte de alguns media que são contra natura na lógica web, mas há sempre quem veja mais longe. A maior alteração é que têm que perceber que os processos, produtos e dispositivos finais têm características específicas e terão que saber adaptar-se a isso, e promover as capacidades necessárias à produção deste tipo de conteúdos dentro das suas redacções.

30
Dec/09
3

Looking back, looking forward | Olhar para trás, ver em frente

burning newspapers

This is the  time of the year where we look back and see how much we have accomplished, and where we are headed, or, at least, when we try to set a route for the next times. I always do that, but nowadays i’m basically going with the flow. Less talking, more doing, that has been my mantra.

But since i did a lot of talking (blogging) before about journalism, i wanted to recover a blog post i wrote 20 months ago. I think i wasn’t that far off from the truth, since i’ve been reading a lot of posts from smarter people than i am saying pretty much the same. Here’s a summary:

“There are five keypoints where changes must occur. Maybe there are more, but i’ll leave the others to you:

Method -> newspapers need to change the way news are gathered and presented;

Posture -> newspapers must change their editorial guidelines;

Involvement -> newspapers need to interact with the audience, not only regarding them as users or readers, but as people;

Investment -> newspapers need to spend money to make money, and charge less to more;

Technology -> use technology to make better, faster, unique;”

It’s newspaper oriented, but i guess it applies to any medium. Read the whole thing and let me know where i got it right and wrong.

Meanwhile, i’ll keep meditating on the path that led me where i am now, a small break for breath on the side of the road. I’ll resume my voyage soon. Happy New Year.

Esta é aquela altura do ano em que olhamos patra trás e vemos o que conseguimos fazer, e para onde vamos, ou, pelo menos, tentamos estabelecer uma rota para os tempos mais próximos. Eu faço sempre isso, mas hoje em dia ando ao sabor da corrente. Falar menos, fazer mais é o meu mantra actual.

Mas já que falei (bloguei) muito antes sobre jornalismo, queria recuperar um post que escrevi há 20 meses atrás. Penso que não estava assim tão longe da verdade, já que tenho lido muitos posts de gente mais inteligente que eu a dizer o mesmo. Aqui fica um pequeno sumário:

“Existem cinco pontos-chave onde são necessárias mudanças. Talvez hajam mais, mas vou deixar as outras sugestões para vocês:

Método -> Os jornais precisam de alterar a forma como recolhem e apresentam as notícias;

Postura -> Os jornais precisam de alterar as suas linhas editoriais;

Envolvimento -> Os jornais precisam de interagir com os seus leitores, não olhando para eles como utilizadores mas como pessoas;

Investimento -> Os jornais precisam de gastar dinheiro para fazer dinheiro,e cobrar menos a mais;

Tecnologia-> Os jornais têm que recorrer à tecnologia para fazer melhor, mais rápido e único;”

É sobre jornais, mas acho que se aplica a qualquer meio. Leiam o texto por inteiro e digam-me onde é que acertei e errei.

Entretanto, vou continuar a reflectir no caminho que me trouxe até onde estou agora, uma pequena pausa para ganhar fôlego à beira da estrada. Volto a fazer-me ao caminho em breve. Feliz Ano Novo.

8
Dec/09
4

Portugal: Multimedia & Online Journalism Awards | Prémios de Multimédia e Jornalismo Online

Video Journalism award winner | Vencedor do prémio de videojornalismo

Video Journalism award winner | Vencedor do prémio de videojornalismo

Last week, the ObCiber awarded, for the second year, the best online journalism works in Portugal. It’s a good way to recognize and evaluate the state of multimedia and online activity of portuguese media, but the feeling I get is that there is a lot to be done.

If we look at the nominees, we see that, basically, only three different  major news companies made the cut: Jornal de Notícias, Público and Radio Renascença, which are in fact the ones who are developing multimedia in the newsrooms in a sustainable way. The portuguese public television RTP also made the list, with their effort in mobile journalism during the elections, something that deserves to be analyzed by itself, since it had an experimental side to it. But that will have to stay for later.

Here are the winners of this year’s edition:

Na semana passada, o Obciber atribuiu pelo segundo ano os prémios para o melhor jornalismo online em Portugal. É uma boa forma de reconhecer e avaliar o estado e a actividade online dos media portugueses, mas sinto que ainda há muito por fazer.

Se olharmos para os nomeados, vemos que basicamente apenas três marcas informativas chegaram lá: Jornal de Notícias, Público e Radio Renascença, que são de facto os que estão a desenvolver o multimédia nas redacções de forma sustentada. A RTP também está na lista, com o seu trabalho de jornalismo móvel durante a campanha eleitoral, algo que por si só merece uma análise mais aprofundada, devido ao seu lado experimental. Mas isso vai ter que ficar para outra altura.

Eis os vencedores deste ano:

Full House for JN | Full House para o JN

Full House for JN | Full House para o JN

The most nominated and biggest winner was the daily Jornal de Notícias, one of the top selling newspapers in Portugal. They were practically running by themselves in most categories, so the Overall Excellency in CyberJournalism award was more than expected. They also won in Best Multimedia Story, with a work about the credit crunch and citizen’s debts, and Best InfoGraphics with a work about Poker.

Público, last year’s big winner, got the Breaking News award. Radio Renascença, the most heard radio in the country, won in the Video category with a piece about nuns in a monastery (they’re a Catholic radio), rewarding their efforts in the video department, that is one of the most hard working in Portugal, and that has been consistently delivering good works.

In college journalism, the Porto’s University news endeavour JornalismoPortoNet took the prize home with the “Porto Adrift” dossier.

O mais nomeado e o maior vencedor foi o Jornal de Notícias, um dos jornais nacionais com maior circulação. Como concorriam  quase sozinhos na maioria das categorias, o prémio de Excelência Geral em Ciberjornalismo era mais do que esperado. Eles também venceram na categoria de Melhor Reportagem Multimédia, com um trabalho sobre o endividamento dos portugueses, e Melhor Infografia com um trabalho sobre Poker.

O Público, o maior galardoado no ano passado, venceu em Breaking News. A Rádio Renascença venceu na categoria de Video, com um trabalho sobre freiras num mosteiro (são a rádio  católica portuguesa), recompensando o seu investimento no departamento de video, que é um dos que mais e melhor trabalha no país.

No jornalismo universitário, o JornalismoPortoNet levou o prémio para casa com o dossier “Porto à deriva

Entre o deve e o haver - JN_1260276904278

Best Multimedia Story | Melhor Reportagem Multimédia

Alfredo Leite, deputy director of Jornal de Notícias, told me that these awards are the recognition  of the work that the newspaper has been developing, and an “added responsibility, since the Observatory (ObCiber) gathers some of the people we acknowledge as the most competent in Digital Journalism” in Portugal.

He claims JN is one of the most solid news websites in the country “though most times we are not seen that way” by a mainstream audience. “It is also the confirmation of a multidisciplinary team that slowly has been integrating in the digital platforms all the journalists and other resources” of the newspaper.

In my opinion, there has been an evolution in Portuguese multimedia news but there is a lot to be done. What i hear is that some strategic mistakes have been made in some newsrooms, by appointing people who know nothing about the internet to coordinate multimedia, the neglect of the online towards a dead tree investment, and a demand for quality where there are no minimum working conditions.  But  that is not journalism, is plain politics.

Still, some are trying. And those will be the ones who will succeed.

Tell me what you think about these works in the comments.

Alfredo Leite, director adjunto do Jornal de Notícias disse-me que estes prémios são “o reconhecimento do trabalho que o JN tem vindo a desenvolver, muitas vezes de forma invisível, de consolidação da sua edição digital” e “uma responsabilidade acrescida já que este Observatório reúne algumas das pessoas a quem mais competências reconhecemos e matéria de jornalismo digital no nosso país”.

Ele afirma que o JN é “das webs mais sólidas do país, ainda que nem sempre sejamos reconhecidos enquanto tal pelo mainstream.”

“É também a afirmação de uma equipa multidisplinar que aos poucos tem integrado na plataforma digital todos os jornalistas e outros recursos do JN.”

Na minha opinião, tem-se assistido a uma evolução no jornalismo multimédia em Portugal, mas é preciso fazer mais. Do que ouço, há erros estratégicos a serem cometidos em algumas redacções, que nomeiam gente que não percebe nada de internet para coordenadores de multimédia, há negligência nos conteúdos online em favorecimento do papel, e uma exigência de qualidade onde não há condições mínimas para o fazer. Mas isso não é jornalismo, são politiquices.

Mesmo assim, há quem tente. E esses terão sucesso. Digam o que pensam sobre estes trabalhos nos comentários.

27
Oct/09
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soitu.es: the end | o fim

soitu

Soitu.es Newsroom | Redacção do Soitu.es

One of the most interesting news projects going on the web is now closed. The spanish based Soitu.es is gone, after only 22 months after its launch. In between they won two Online News Association awards, a place in the News Museum in  Washington, and saw their design distinguished by the Society for News Design. It was interesting, intense, risky, but it failed.

Juan Antonio Giner shares in his view on the closing of Soitu the opinion of  AFP’s Eric Scherer in Rue89:

He says “that there are three lessons to be learned from the death of soitu.es:

1. Don’t depend only from one shareholder (specially if it is a bank)

2. Start small.

3. Don’t depend only from advertising.”

For Giner, “soitu.es made all these three mistakes.”  I wish the Soitu team the best of luck for the future.

Um dos projectos informativos mais interessantes na web acabou. O site espanhol Soitu.es fechou apenas 22 meses depois do seu lançamento. Pelo meio ganharam dois prémios da Online News Association, um lugar no News Museum em  Washington,e viram o seu design ser reconhecido pela Society of News Design. Foi interessante, intenso, arriscado, mas falhou.

Juan Antonio Giner partilha na sua visão do encerramento do Soitu a opinião de Eric Scherer da AFP, no Rue89:

Ele diz que “há três lições a retirar da morte do Soitu.es:

1. Não dependam de um uníco accionista (especialmente se for um banco)

2. Comecem pequeno.

3. Não dependam apenas de publicidade”.

Para Giner “soitu.es cometeu todos estes erros.” Desejo à equipa do soitu a melhor sorte para o futuro.

14
Oct/09
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Communities and News Companies | Comunidades e Empresas de Comunicação

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One of the most discussed topics regarding news companies strategies is how to engage with communities. Communities are  today have always been the source and destination of news content, but only now they can  consistently interact with news websites or provide newsworthy content through their  own platforms. The question is how to turn that into news companies and audiences favour.

Kate Day, community editor at The Telegraph, paid us a visit to our Online Journalism class last week, and she explained to us what is her job all about and how it works for them (more videos). Incidentally, JD Lasica published his slideshows about how journalists can use social media to build community. They’re both worth having a a look.

Um dos assuntos mais discutidos na estratégia das empresas de comunicação é  sua relação com as comunidades. As comunidades são hoje foram sempre a fonte e o destino das notícias, mas só agora é que consgeguem interagir consistentemente com os sites informativos ou fornecer conteúdos noticiosos através das suas próprias plataformas. A questão é como virar isso a favor das empresas de comunicação e do público.

Kate Day, editora de comunidades do The Telegraph, fez-nos uma visita à nossa aula de Jornalismo Online a semana passada, e explicou-nos em que consiste o seu trabalho, e como funciona para eles (mais videos). Por acaso, JD Lasica publicou um slideshow sobre como os jornalistas podem usar os social media para construir uma comunidade. Vale a pena dar uma vista de olhos aos dois.

11
Sep/09
2

(The Future of) Journalism in Portugal conference | (O Futuro do) Jornalismo em Portugal

Video: Comunicamos

If you are in the vicinity of Carregal do Sal and if you would like to join the debate around Journalism in Portugal, then you should attend the conference organized by the Rascunhos school newspaper. A high school newspaper!

The organizers, as you can see in the video above, are young, but eager to discuss journalism and present their project. Ricardo Sousa, the smart fellow on the left, invited me a few weeks ago to participate, but i had to decline, and now i feel sorry for it because it looks like it’s going to be good.

I was impressed with Ricardo then, when we exchanged emails, but after watching the video i am even more. This guy is going places. I don’t know his partner in the event, Romina Santos, but i know that their team effort will be fruitful, and i can’t express how much i admire them for doing this.

They’ll be having from young journalists to journalism teachers, to experienced reporters and newspaper board members. And they’ll take the chance to present the brand new edition of their school newspaper.

It looks like it’s going to be a lot of fun, and i will have to watch the video stream to compensate the fact i won’t be there. But i feel good knowing that there are kids willing to do stuff, and get into the debate. The future looks brighter this way.

Se estiverem por perto de Carregal do Sal e quiserem entrar num debate sobre o Jornalismo em Portugal, então devem ir à conferência organizada pelo jornal Rascunhos. Um jornal de uma escola secundária!

Os organizadores, como podem ver no video acima, são novos mas impacientes por discutir o Jornalismo e apresentar o seu projecto. Ricardo Sousa, o rapaz inteligente do lado esquerdo, convidou-me há umas semanas para o painel, mas tive que recusar, e agora lamento não poder ir, porque parece-me que vai ser bom.

Fiquei impressionado com o Ricardo na altura, enquanto trocávamos emails, mas depois de ver o video fiquei ainda mais. Este miúdo vai chegar longe. Não conheço a colega dele, a Romina Santos, mas tenho a certeza que o seu trabalho de equipa irá dar resultados, e não consigo expressar o quanto  os admiro por fazerem isto.

Eles vão receber desde jovens jornalistas a professores de jornalismo, de repórteres experientes a directores adjuntos de jornais. E vão aproveitar a oportunidade para apresentar o seu jornal de escola, novinho em folha.

Soa-me que vai ser divertido, e vou ter que seguir pelo stream de video para compensar a minha falta de comparência. Mas sinto-me bem sabendo que há miúdos com vontade de fazer coisas, e entrarem na discussão. O futuro parece mais brilhante assim.

JORNALISMO EM PORTUGAL- Debate e apresentação jornal Rascunhos, 11 de Setembro 2009

Programa do Dia:

14h00min – Abertura Solene da Cerimónia

  • Intervenção do Presidente da Câmara Municipal de Carregal do Sal, Atílio dos Santos Nunes
  • Intervenção do Director do Rascunhos e Director da ESCSAL, Prof. Hermínio Marques
  • Intervenção da Co-Editora Principal do Rascunhos, Romina Santos

14h20min – Ínicio da Sessão de Palestras

  • “Um Jornal Escolar no Século XXI. Como? – Apresentação do Jornal”, Ricardo Sousa15 minutos
  • “Como se faz um bom Jornal?”, João Simão30 minutos
  • “Comunicação Oral Começa nas Escolas”, Carla Marques30 minutos
  • “Ética no Jornalismo”, Daniel Ricardo20 minutos

16h00min – Ínicio do Debate “Jornalismo em Portugal”

  • Paulo Querido, via Skype, Jornalista Freelance Multimédia
  • Vanessa Quitério, no local, Estudante de Jornalismo / Estagiária
  • Paulo Ferreira, no local, Jornalista, Editor Adjunto do Jornal Público
  • Bruno Faria, no local, Jornalista, Repórter para o “Jornal i”
  • Daniel Ricardo, no local, Jornalista, Editor Executivo da Visão
  • João Simão, no local, Professor de Jornalismo, Editor da UTADtv
  • Ainda em aberto a possibilidade de participação do Director do Diário de Notícias
  • moderam Ricardo Sousa e Rita Ferreira, Jornal Rascunhos.

18h15min – Final Oficial do Debate. Nota de Encerramento

    Agradece a Presença e Fecha a Sessão:

  • Ricardo Sousa, Co-Editor Principal Jornal Rascunhos
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