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Entrevista sobre o Buzz

Fui recentemente entrevistado para uma reportagem sobre o Buzz, publicada no Sábado passado no Diário Económico. Aqui fica o integral das respostas que dei. Aviso já que não estou nada entusiasmado com o GoogleBuzz, parece-me um FriendFeed a esteróides, com todos os efeitos que os esteróides criam.

A reportagem foi feita pela Ângela Marques

Surpreendeu-o que a Google decidisse lançar um produto que, aos olhos possivelmente mais desatentos, parece uma cópia do Facebook?

Acho que a Google tem estado atenta à evolução do Facebook, e ao aumento da sua influência. O Facebook agrega mais de 400 milhões de utilizadores, e é neste momento a maior fonte de informação para os seus utilizadores, ultrapassando largamente o Google News, por exemplo.  A Google já tinha investido nas redes sociais, com o Orkut, de grande sucesso no Brasil mas pouco mais, e com o Jaiku, que acabou por ser descontinuado, por isso não me surpreende que eles tenham tentado algo diferente. Mas não acho que o Buzz se assemelhe ao Facebook, mas mais ao Friendfeed.

Encontra alguma originalidade no Buzz? Qual?

Confesso que não tenho experimentado muito com o Buzz, mas de original não tem nada, o Wave tem mais interesse e um maior factor de inovação do que o Buzz, pelo que percebi até agora. A vantagem do Buzz é trabalhar com a rede existente de contactos do utilizador, que normalmente é grande para os utilizadores do Gmail, ou seja, parte de uma rede já criada, em embrião por assim dizer, e cria alguma dinâmica entre os vários membros. Mas de resto não encontro nada de verdadeiramente original, para já.

Acha-o uma rede social apelativa? Mais apelativa do que as que já existem?

Não acho apelativa, porque nem é muito intuitiva para quem nunca usou o Frienfeed, por exemplo, e essa já era pouco apelativa para o público em geral, que preferiu primeiro o Twitter e depois o Facebook. Mas acho que o Buzz é um investimento da Google para centralizar toda a nossa actividade online em volta dos seus produtos, onde o nosso perfil Google terá um papel importante.

Ainda há espaço para o Buzz?

Há espaço enquanto houver utilizadores, as dinâmicas nas redes sociais não são previsíveis, e daqui a uns meses pode surgir um FAcebook killer, depende muito dos utilizadores a quem apelar, e das diferentes funcionalidades que apresentar no futuro. A Google o ano passado apresentou uma alternativa ao Second Life e depois descontinuou o projecto apesar de ter alguma aceitação, por isso depende também muito da vontade que eles têm em forçar a criação de um espaço.

Tem ideia (terá lido nalgum sítio) de quantos utilizadores tem já o Buzz?

excerto

Não faço a mínima ideia, para mais sabendo que todos os utilizadores do Gmail são potenciais Buzzers, mas sei que tem gerado interesse: foi criado um website dedicado a tentar perceber onde é que o Buzz pode melhorar, e logo no primeiro dia teve sete mil participações. Por isso utilizadores não faltam, vamos a ver se a actividade irá corresponder. É um produto que já tem clientes, agora se o usam ou não é o que se vai ver no futuro.

Que qualidades e defeitos lhe aponta?

Os defeitos que tenho ouvido de alguns utilizadores é que não é intuitivo, e houve problemas com a privacidade dos contactos logo nos primeiros dias. Além disso sobrecarrega o Gmail, o que levou muita gente a procurar saber onde é que desactivava o Buzz. Mas o pior defeito, daquilo que que conheço até agora, é que na realidade não traz nada de novo.

Podem ler aqui a reportagem completa. Partilhem as vossas ideias sobre o Buzz na caixa de comentários.

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