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Year Zero

Birmingham skyline
A Brummie skyline. This was home for a good part of 2010

Though all the reflections about the year are usually made in its last week, I’m only writing them down now. 2010 was an amazing but busy year, so busy I had to leave this post to 2011. Here are my thoughts on it.

The first half of the year I was in Birmingham doing the MA Online Journalism with Paul Bradshaw heading the course. It was probably the smartest thing I have ever done in my life because I got to learn new things and meet amazing people, my colleagues included. I blogged extensively about my time there and some of my experiments during the course with online journalism tools and narratives, so you can browse the blog for more info on that.

I still have a final project to wrap up the MA, and that is one of my priorities for this year. But I’ll talk about this later, because I think I’ll need your help.

In the second half of the year I’ve been working as an instructor – which is different from being a teacher – training journalists to face the needs of the online medium. It has been a rewarding experience, and I’m surrounded by talented, skilled people, with different expertise and with whom I’ve been learning a lot.

In between I wrote a few articles for Journalism.co.uk, a big one for a documentary magazine, worked briefly for a major newspaper defining their social media strategy

And this is the good stuff. Not that there’s anything bad to say about 2010, it was a hell of a year, but with so many things happening I neglected a few things, like this blog. And I kinda lost my mojo (not mobile journalism). I am a reasonable juggler, but not at a Cirque du Soleil level. I had lots of ideas and opinions, you know, the stuff I used to share with all of you and that made me “famous”, but I never got to find the time to post them. That was my biggest regret in 2010, but on the other hand, I’m glad I didn’t, because it made me look at the big picture and see that there are too many “changes” going on. Yes, the inverted commas are supposed to have a ironic effect (both in “famous” and “changes”). No matter how interesting my ideas were, two weeks later they would be outdated.

We saw the iPad craze amongst the media tycoons, which is nothing but a feeble attempt to transport the print logic to a digital device (again). That is not the way, sirs. We watched the Wikileaks effect in different times of the year, and the debate about what is journalism, and what is not. I can say that debate is not journalism, and that once again media focused on the accessory and not on the important stuff. Facebook became the T-Rex of the web, and still many think it’s foolish. Sometimes it is, but it also has big teeth, and it’s smart to be in good terms with it. All in all, instead of broadcasting the news and make their content more interesting and valuable, most media faced the internet like if it was 1999. We’re a bit more advanced than that.

But this makes me happy and more confident about the future. The good stuff will survive and the bad will deliberately jump off a cliff. Never the Darwin theories have been so well applied to an industry.

2010 was year zero, for me and for the future of journalism. Changes are happening in different ways and in different paces, in different places, but the wheels are moving forward. We just have to enjoy the ride. 2011 is going to be the year to do things, after all the learning and thinking, all the mishaps and dead ends. Today is always a good day to start. I just need to be a better juggler.

Just do it, and make it consequent. That’s my motto for this year. What is yours?

PS: by the way, I’d like to thank to all the people that I met this year and helped me move forward, I could have never done this on my own. It’s a long list, but you know who you are. And to those who have always been there for me, well, you know…

Os Media em 2011: Previsões

O meu caro amigo Mr.Steed desafiou-me para fazermos um post conjunto com as previsões para os media em 2011. Consultámos algumas pessoas cuja opinião nos pareceu ser pertinente, tanto da nossa praça como além fronteiras, sobre o que poderão ser as tendências para o negócio dos media num futuro próximo.

É claro que há riscos neste tipo de coisas. Existe uma frase feita que diz que a mudança está a ocorrer mais depressa do que a nossa adaptação a ela. E quando falo de nós, refiro-me quer a utilizadores, quer a produtores de conteúdos. Atravessamos a maior revolução desde a Revolução Industrial, que assenta não só em avanços tecnológicos mas também em novas relações entre os media e os seus públicos, entre instituições e cidadãos comuns, entre os próprios utilizadores.

Se tiverem dúvidas pensem nisto: o Youtube tem 5 anos; o Google tem 10; o Facebook tem quase 600 milhões de utilizadores, e quantos de vocês estão lá há mais de 2 anos? E que consequências traz algo como o Wikileaks? E quantas vezes a Internet e as redes sociais são referidas nos noticiários, nos jornais, e quantas vezes as primeiras informações surgem através de cidadãos anónimos (cada vez mais um paradoxo), com vídeos filmados com telemóveis, fotografias imediatamente colocadas na rede, ou tweets durante os acontecimentos?

A esta nova lógica juntam-se dispositivos completamente novos, que exigem uma linguagem e formas de comunicação também completamente novas. A primeira década do século XXI vai ficar na história como a década da Revolução Digital. Por isso, qualquer exercício de adivinhação é uma tarefa complicada.

Neste post vou só destacar algumas das ideias propostas pelos nossos convidados, mas poderão ler tudo na íntegra no blog do Mr.Steed, onde ele faz as suas próprias previsões para o ano que se avizinha.

Uma coisa é certa: são tempos incríveis para se ser jornalista, e poucas gerações se podem gabar de poder ter vivido algo que tenha afectado a maneira de nos relacionarmos com o mundo de forma tão profunda, como ao que estamos a assistir todos os dias.

Algumas redações vão descobrir em 2011 que: 1) existe uma coisa chamada World Wide Web; 2) os computadores servem para mais do que bater texto, editar imagem, ver p0rn/receitas e receber spam; 3) o Internet Explorer dá para fazer mais coisas do que ler blogs e os sites da concorrência. Do número de descobertas dependerá a velocidade da migração dos jornais para as plataformas a que continuamos a chamar novas como se a última década tivesse demorado três meses.

Paulo Querido

I said that things would get ugly in 2010 and have been sadly proved right. I think they’ll get even uglier in 2011 as the reaction against the shift in power grows and the fallout from Wikileaks continues. Expect a lot of rushed-through legislation against the invisible threats of the web which has implications for journalists and publishers.

Paul Bradshaw

Novos títulos irão surgir mas com enfoque em nichos. Títulos especializados. Direccionados a comunidades.

Rodrigo Saraiva

Muitos média com conteúdos medíocres não resistirão a fazer-se pagar por eles, como se fosse possível enganar os utilizadores. Perderão em influência e em publicidade.

António Granado

The new year will also see a refinement of multimedia strategies. So far many multimedia projects have been experimental in some ways, but we can now look back and see what works and what doesn’t and better serve our readers and viewers.

Mark S.Luckie

Jornalistas da comunicação escrita, com maior espírito de sobrevivência, intensificarão a sua aprendizagem nas áreas das técnicas audiovisuais.

Alexandre Pais

Os jornalistas estão a descobrir avidamente o Twitter e o Facebook, são cada vez mais bloggers e produtores de conteúdos nas redes sociais,  e começam até a ser gestores das suas comunidades on-line. Também haverá cada vez mais free-lancers. Provavelmente o Sindicato de Jornalistas não conseguirá acompanhar esta nova realidade. Parece-me pois provável que um dia destes surja uma associação profissional que congregue os novos interesses e desafios da profissão.

Alda Telles

As empresas de media portuguesas ainda não têm um modelo de negócio para estes novos tempos.

Manuel Falcão

E que previsões têm vocês para o ano que se avizinha? O que é que esperam dos media em 2011?