26
Jan/12
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Bolsas SAPO para #infoviz

Gostam de visualizações de dados? Percebem de Javascript, HTML5, PHP/Python/Perl? Querem ter acesso a uma bolsa para fazer isso?

A SAPO abriu concurso para duas bolsas para o seu  Laboratórios em Picoas, em Lisboa. Eles procuram dois bolseiros para trabalhar em full time em projectos de ciber-jornalismo e de visualização de informação como estes:

Mundo Visto Daqui: http://noticias.sapo.pt/nacional/artigo/as-noticias-da-semana-antonio-me_2142.html

A rede de ligações de António Mexia nas notícias

 

Twittometro: http://legislativas.sapo.pt/2011/twitometro/

Voxx: http://voxx.sapo.pt/

De acordo com o Luís Sarmento, engenheiro de dados da SAPO, eles estão à procura de candidatos com conhecimentos de Javascript, HTML5, PHP/Python/Perl e gosto por visualização de informação.

Idealmente, os candidatos devem ter terminado recentemente mestrado em áreas afins à informática.

Estas  bolsas têm um valor inicial de 800 euros, durante 6 meses, renováveis até um ano.

Tipicamente, alguns dos bolseiros que temos integrado nos Labs acabam por ser integrados na equipa SAPO.

Se estiverem interessados enviem o CV ou as vossas questões para  las@co.sapo.pt.

 

 

4
Jan/12
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Tools: 360 Panorama Test

Tinkering with panorama tools. Not satisfied yet. | A brincar com ferramentas para panoramas. Ainda não é isto.

Test 1 – Panorama Maker 5 (Flash output)

Test 2 – Dermandar (online editing)

 

Test 3 – Microsoft ICE + Photosynth

 

 Test 4 - Panorama Maker 5 (MOV output)

 

 Test 5 - Panorama Maker 5 (.html output)

Galeria do Tubo d’Ensaio, exposição de Filipe Cravo. Camera: Samsung Omnia (cellphone)

28
Dec/11
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2011 – Achievements and Standpoint | Feitos e Ponto de Situação

The year is almost over and I have the need to put things into some perspective. So, despite considering it as one of the worst years I had in my life, I’m going to look at the things I did, and try to prove myself it wasn’t really that bad.

ACHIEVEMENTS

Professionally, the first half was good, I was teaching in a training program created by Porto University, instructing journalists from Cofina, one of the biggest portuguese media groups. I worked with over 200 journalists and editors and it was a really rewarding experience. I think I changed some minds and helped many improve their skills. The rest is not up to me.

I also worked as an instructor with the team of P3, a new youth oriented  news website, which was a different challenge because they were online only, thus with a whole another approach to content production. And my teaching days were then over.

I had to go back to be a student and finish my overdue MA final project. It wasn’t that good, and I could make all the excuses in the world because I really have a few good ones for not doing better and they would all be true, but the fact is I could have done better. Still, I had a commendation over it and I got an upgrade in my degree.  So far it hasn’t impressed anyone.

I wanted to develop a few projects but with all the problems I had this year some were postponed and I had to give up on others. I wanted to open my own business as a multimedia journalism producer/ consultant, but there’s a crisis going on, and people around here weren’t very impressed with my credentials. I have far better recognition abroad than in my own country, which kinda pisses me off. The fact is, I didn’t create my own job, nor I have one to complain about.

Meanwhile, I invested in video content, using a HDSLR, all my efforts can be seen here (only those uploaded in the last 3 months count). I did a short doc about a cultural association I work with, and most of the stuff I made is based on the events we have there, like concerts and exhibitions. It’s a good testing ground and I’m planning to use what I’ve learned to create more journalistic stuff.

O ano está quase a acabar e tenho a necessidade de pôr as coisas em perspectiva. Apesar de achar que este foi um dos piores anos da minha vida, vou olhar para o que fiz e tentar provar que afinal não foi assim tão mau.

FEITOS

Profissionalmente, os primeiros meses foram bons, fui formador num programa criado pela Universidade do Porto para a Cofina, onde trabalhei com mais de 200 jornalistas e editores das várias publicações do grupo e foi uma experiência fantástica. Acho que mudei algumas mentalidades e ajudei muitos a melhorar as suas capacidades. O resto não é comigo.

Também dei formação à equipa do P3, o que foi um desafio especial porque eles estão exclusivamente online, logo com uma aproximação completamente diferente na criação de conteúdos. E a seguir acabaram-se os dias como professor.

Tive que voltar a ser estudante e acabar o meu projecto final de mestrado. Não correu lá muito bem e podia dar todas as desculpas – e até tenho algumas muito boas e que são verdade – para isso, mas sei que podia ter feito melhor. Mesmo assim, passei com louvor e tenho agora um grau académico melhor. Até agora ninguém ficou lá muito impressionado com isso.

Quis desenvolver alguns projectos mas com todos os problemas que tive este ano alguns foram adiados outros esquecidos. Queria abrir o meu próprio negócio como jornalista multimédia / formador /consultor, mas há uma crise lá fora e as pessoas não parecem muito impressionadas com as minhas credenciais. Tenho melhor reconhecimento noutros países do que aqui, o que me deixa um bocado lixado. A verdade é que falhei em criar o meu emprego ou a arranjar um de que me possa queixar.

Entretanto investi na produção de vídeo com uma HDSLR, podem ver aqui alguns dos resultados (só os dos últimos 3 meses contam). Fiz um pequeno trabalho sobre a associação de que faço parte, e muitos dos videos são sobre coisas que por lá vão passando como concertos e exposições. É um bom tubo de ensaio (!), e estou a planear usar o que aprendi para fazer conteúdos mais jornalísticos.

I also wrote some interesting posts for the blog (check list below) and started a monthly column in a computer magazine, and did some articles for P3 (people there like me, what can I do?). I wrote an article about documentaries in this non-linear world, and a post at Innovative Interactivity about what features a news product should have.

Escrevi ainda uns posts interessantes aqui no blog (ver lista abaixo) e comecei uma coluna mensal na PCGuia, e fiz ainda alguns artigos para o P3 (o pessoal lá gosta de mim, que é que posso fazer?). Escrevi ainda um artigo sobre documentários neste mundo não linear, e um post convidado sobre as características que um produto jornalístico online deve ter.

Standpoint

This was one of the longest, strenuous years I have ever experienced. Even though I was able to accomplish some goals, they look meaningless in the overall outcome. I’m broke, unemployed, I have no perspectives.  It has always been one step forward and three behind. I had to give up on a lot of things, and basically I feel like it’s 2001 for me (another bad year) but with a heavier burden. I wasn’t expecting this.

My projects are moving slowly, there is no money or time to devote myself fully to them. I’m starting 2012 on basic survival mode, but that’s the outlook for millions of Portuguese people this year. Going abroad is a possibility, I understand Nando’s is always hiring. There’s a lot to decide in the upcoming weeks.

Still, I’m on the market, I’m trying to sell training and consultancy programs for local and regional newspapers, I’m available as a freelancer both for national or international media, and I’ll be presenting a few more ideas if things don’t get any worse.

2011 won’t be missed, too many bad things have happened, but such is life. I’m finishing way worse than I started, and I’m considering other options for my future, because life is unstoppable in its motion and either you roll with or get crushed. I’m a roller.

Death to 2011, I’ll look back on it with a bitter taste in my mouth.

Ponto de situação

Este foi um dos anos mais longos e extenuantes que vivi. Apesar de ter atingido alguns objectivos, tudo parece inútil no balanço geral. Estou basicamente falido, desempregado, sem grandes perspectivas. Foi sempre um passo para a frente e três para trás. Tive que desistir de muita coisa, e sinto-me de volta a 2001 (outro ano péssimo) mas apenas com um fardo ainda mais pesado. Não estava mesmo à espera disto.

Os meus projectos pessoais estão a andar devagar ou parados, não há dinheiro ou tempo para me dedicar a eles. Vou começar 2012 em modo de sobrevivência, mas sou e mais uns milhões de concidadãos. Ir para fora é uma possibilidade, também se lavam pratos lá fora. Há muito para decidir nas próximas semanas.

Por enquanto, estou no mercado, a tentar vender programas de formação e consultadoria para media locais e regionais. Estou disponível como freelancer para publicações nacionais ou internacionais, e tenho mais algumas ideias na manga se isto não piorar.

Não vou ter saudades de 2011, aconteceram demasiadas coisas más, mas é a vida. Termino o ano bem pior do que quando comecei e estou a ponderar outras opções para o meu futuro, porque a vida não pára, ou a acompanhamos ou somos esmagados pelo movimento.

Morte a 2011, vou-me lembrar deste ano com amargos de boca.

 

21
Dec/11
1

O DN tem uma nova redacção, mas tem uma orientação para o online?

Ao ver este vídeo do DN tenho duas reacções: uma de admiração e respeito pelo investimento feito na evolução e na criação de melhores condições de trabalho numa redacção nacional, outra de estupefacção. Onde é que está a estratégia para o online?

O espaço de trabalho define a forma e os resultados desse trabalho e, pelo que percebi da  descrição feita, o DN vai-se lançar como canal de televisão. A lista de inovações centra-se principalmente no hardware, no cenário, nas funcionalidades, mas zero na filosofia de conteúdos online e na estratégia de relação com os utilizadores, com a utilização da interactividade e do multimédia, na utilização das redes sociais. O que falta ali é o futuro dos conteúdos digitais.

Não vou falar mais especificamente do DN, já tive chatices que cheguem por causa de críticas a outros projectos e até agora ninguém me provou que estava errado, só me dificultou a vida profissional e animosidades mais ou menos veladas. Eu sei que não sou um génio, mas percebo disto.

Isto é um problema transversal aos grandes jornais (e jornalistas do papel?) portugueses que parecem morrer de inveja das televisões e querem ser uma, o que até é bem claro nas movimentações de investimentos dos grupos de media nacionais. O que querem perpetuar é a comunicação unidireccional que estão habituados a fazer desde sempre. É um problema de mentalidade, não de capacidade ou qualidade na informação.

As direcções dos jornais não percebem o online. Isso é ponto assente senão não faziam certos (des)investimentos.

Por isso, acho que a única coisa que posso fazer em vez de dar os meus bitaites de borla – se os quiserem vão ter que pagar – posso partilhar com vocês algumas ideias de outros sobre o que é ter uma filosofia dirigida para o online e conteúdos multimédia e interactivos:

How a Digital First approach guides a journalist’s work

How Digital First journalists work

Digital platforms are first in the processes and priorities of the Digital First journalist. We publish newspapers as well, but newspapers cannot drive our work. Newspapers are a shrinking audience and revenue stream and our digital community and revenue stream are growing. Our survival demands a digital focus.

Digital journalists produce content initially for multiple digital platforms: our news websites, blogs, social media, text alerts, email alerts and newsletters (and whatever comes next or whatever I’ve overlooked). Editors responsible for print products will assemble them primarily from content produced originally for digital platforms.

Whatever your job, you need to make high priorities to:

  • Work and think first for digital platforms.
  • Experiment and take risks.
  • Try new tools & techniques.
  • Cover news live.
  • Join, stimulate, curate and lead the community conversation.
  • Engage the community in your coverage.

 

Ten things every journalist should know in 2012

7. Focus on what works – do less to do more. No news organisation however well resourced can achieve everything. Work out what works and strive for excellence in that area.Sometimes you need to take a step back to see where your priorities should lie. You may realise it is better to write one original feature than chase five stories already in the public domain.

 

E no que toca ao valor da marca, ela passa por isto:

The new lazy journalism

 Did I need a newspaper to write precisely the same story days after I read it for the first time? How much do we care about the race for ‘first’ when first is now measured in seconds or perhaps minutes?

 

Robert Hernandez: For journalism’s future, the killer app is credibility

We want people who will cut through the spin and tell us what’s going on, how it will affect us and what can we do about it. We want transparent news. We want news that, while it may not always achieve that goal, honestly strives to be objective.We want to trust journalism. And to do so, we need to trust journalists.And bypassing the blogger-vs-tweeter-vs-media company-vs-journalist debate, it is going to come down to one thing: Credibility.

 

Forget doom, journalism’s future is bright

Picture 3

 

Senão, o que acontece é isto:

Newspapers Dead Within Five Years, USC Predicts

 

Posso oferecer duas borlas, uma sobre a criação de produtos jornalísticos dentro da filosofia que defendo para conteúdos digitais e este apontamento que mostra porque é que não fiquei demasiado impressionado com a nova redacção do DN (vejam o slideshow para ter uma ideia).

Isto é o que eu penso que é  parte do futuro do jornalismo. O vídeo do DN é muito daquilo que eu penso que não é.

 

6
Dec/11
0

ObCiber 2011: Online Journalism Awards Nominees | Nomeados dos Prémios de Jornalismo Online

It’s that time of the year again, when the best online journalism made in Portugal is awarded by ObCiber.

This time the nominees list isn’t that different from previous editions, there are names credited in different projects that have been regularly present. This means the best are still the same, and they are few.  I expected a bit more variety, but since I know some of these talented people I’m happy for them. The question is: why there isn’t more competition?

There are also differences in the projects running: more multimedia and interactivity, using more screen real estate, and better design and UX. 

For those of you who want to risk it and navigate through online Portuguese news projects, here’s the list below, and if you like, vote on your favorites.

Estamos outra vez naquela altura do ano, quando os melhores trabalhos do jornalismo online em Portugal são premiados pelo ObCiber.

A lista de nomeados não é muito diferente das  edições anteriores, e os nomes presentes nos créditos dos trabalhos repetem-se. Isto significa que os melhores são os mesmos e são poucos. Esperava maior variedade, mas como conheço algumas destas pessoas talentosas fico contente por eles. A pergunta que se impõe é porque é que não há mais concorrência?

Há também algumas diferenças nos trabalhos a concurso: mais multimédia e interactividade, a ocupar mais área no ecrã, e com melhor design e usabilidade.

Vejam a lista abaixo e votem nos vossos  projectos favoritos.

Overall Excellence in Online Journalism | Excelência geral em ciberjornalismo:

Público.pt

Jornal de Notícias

Rádio Renascença

 

Breaking News | Última hora:

Minuto a minuto: “O Egipto está livre” - Público

Milhões exigem queda de Mubarak - Jornal de Notícias

Acordo fechado - Rádio Renascença

José Sócrates demite-se - Rádio Renascença

 

Multimedia Reports | Reportagem multimédia:

Órfãos de Pátria - Jornal de Notícias

João Paulo II: As dimensões de um santo - Rádio Renascença

Cimeira da NATO - Rádio Renascença

“24 Horas de Porto” - Porto24

A crise bateu à porta – TVI24

11 de Setembro – 10 anos depois - SAPO.pt

Reconstituição da tragédia de Entre-os-Rios - Jornal de Notícias

 

Online Video | Videojornalismo online

Os búlgaros nas vindimas - Jornal de Notícias

Fábricas Fantasma - Rádio Renascença

Egipto: Geração Revolução - Rádio Renascença

 

Infographics | Infografia Digital

OE2012: Como vamos ser afectados no dia-a-dia - Público

SCUT vs alternativas - Jornal de Notícias

O mundo a cada mil milhões - Público

Guia das Legislativas 2011Rádio Renascença

 

School Journalism | Ciberjornalismo académico

Mercado do Bom Sucesso: As vidas do mercado - JPN

No mundo das mulheres - JPN

Dossiê “Jornalismo de Guerra” - JPN

“Subterrâneos de Arca D’Água escondem galerias extensas” - JPN

 

 

6
Nov/11
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New video | Novo video

Video I made using a 60d and a H4n.

It’s about  the 5th anniversary of an independent arts center that just moved to a new place, and their evolution and goals through the eyes of the leader of the project.

I’ll use this footage to try other narratives and format. Stay tuned.

Video feito com a 60d e o H4n.

É sobre o 5º aniversário de um centro inpendente de artes que acabou de se mudar para umas novas instalações e a sua evolução e objectivos vistos pelo líder do projecto.

Vou usar ainda estas imagens para testar outros tipos de narrativas e formatos. Estejam atentos.

2
Nov/11
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Formação Jornalismo Online – Jornalistas Locais e Regionais

 

Estou a preparar uma formação para jornalistas e publicações locais e regionais. Se estiverem interessados apitem.

Esta formação proporciona, de forma modular, a compreensão e aplicação de técnicas de produção de conteúdos jornalísticos para a web. É dirigida a jornalistas e editores de orgãos de comunicação local e regional, e tem em conta as características específicas das publicações e a sua relação com a comunidade.

As sessões têm uma elevada componente prática e de debate, e são moldadas às realidades de cada um dos formandos. As ferramentas usadas são na sua maioria gratuitas, sem necessitarem de conhecimentos de programação.

Há também a possibilidade de formação na redacção e adaptada à realidade da publicação, e que pode fazer parte de um pacote de consultadoria para o desenvolvimento da versão online da vossa publicação.

Local da Formação: Tubo d’Ensaio, ou em redacção

Número de sessões: 5

Duração Total da Formação: 20 horas (4 horas por sessão)

Número de formandos por grupo: 6 no máximo

Preço: 150 euros por formando.

Material pedido aos formandos: um computador. Caso não seja possível, procuraremos fornecer um para ser utilizado durante a formação.

Plano de formação (base)

Evolução da Produção Digital – o novo ecossistema de produção e distribuição de conteúdos online; o que mudou com as ferramentas digitais; competências do jornalista moderno;

Escrever para a Web – técnicas de escrita online, estilos e formatações; gestores de conteúdos; escrever para motores de busca e para os leitores;

Linguagens Multimédia e Interactivas – perceber novas formas de contar histórias; linguagens dinâmicas e interactivas, como e quando usar;

Visualizações de dados- como criar histórias com dados; ferramentas gratuitas para construir visualizações;

Redes Sociais& Liveblogging;  Criação e desenvolvimento de comunidades online; Facebook, Twitter e Google+

Alex Gamela fez o Mestrado em Jornalismo Online na Birmingham City University e trabalhou como formador de Escrita e Narrativas Multimédia para a Universidade do Porto, em programas de formação para a Cofina (todas as publicações e a mais de 200 jornalistas e editores do grupo), e para o P3. Também colaborou no desenvolvimento da estratégia para as redes sociais do Jornal de Notícias.

Escreve uma coluna mensal para a PCGuia, e  é convidado regularmente para escrever sobre jornalismo e redes sociais por várias publicações nacionais e internacionais. Foi colaborador doJournalism.co.uk , onde publicou artigos sobre novos projectos de jornalismo online.

website: http://alexgamela.com
CV: http://vizualize.me/alexgamela ou http://pt.linkedin.com/in/alexandregamela
Twitter: @alexgamela

Email: alexgamela@gmail.com

28
Sep/11
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Survey: analyzing the need for Multimedia Production in Portugal

For my MA report, I conducted a small survey about multimedia production in Portuguese newsrooms, and although it is not statistically relevant (only 13 responded), it was answered by some of the most important media companies in Portugal, including two reference national  dailies and two major TV networks.

The results do not fall far from the expected: there isn’t still a solid investment in the newsrooms to create and publish multimedia/interactive content, in spite of the desire to do so, mainly because they lack the skilled professionals to do so.

Point by point here are the conclusions reached with the survey:

1 - Multimedia contents in Portugal

Confronted with the importance of multimedia in today’s news practice they all consider it is at least important but most don’t have the habit of producing them. This may be explained by the insufficient staff available to create them, many times overlapping functions as page makers, and the habit of only use in house production.

Most of the interactive content that comes from external sources is created by LUSA, the national news agency, which sells exclusive infographics or retail videos.


2 - Multimedia contents PortugalAs you can see in the following chart, the types of content are mostly very simple to produce, being photo galleries and videos the most common. Very few take the time to build their own multimedia packages, but these have increased significantly in the last years in other brands that did not respond to the survey, some of them featuring multimedia packages on a regular basis.

 

3 Multimedia content Portugal

 

When asked if their companies were interested in buying content created by others, the answers were quite conservative. It is understandable that they wish to have control over the process despite paradoxically they don’t produce multimedia content due to staff limitations.

4 multimedia content Portugal

And how much they would be willing to pay for a basic multimedia package?   The example given was one with 4 videos plus an interactive chart. Most of them indicated the usual price range here in Portugal for this type of products, between 75 to 150€. This is clearly insufficient, even if we look at it as a one-man-band endeavour. To make them profitable, these packages would have to be made in a 10 to 15 hour period, and have at least 10 orders per month.

I’m currently producing a similar package and first video only took 7 working hours total (it was more than that but i’m not counting with hardware glitches).

But the idea of acquiring multimedia kits, which by definition would be pieces that could be assembled and adapted to each newsroom’s editorial and design guidelines, was more appealing. Again, the issue of control over news content creation is present.

5 Multimedia Content  Portugal

I also asked for their insights about the need for multimedia production in Portuguese newsrooms and the answers were pretty similar: many agreed that though multimedia content is important “newsrooms aren’t ready enough to operate them” and “there isn’t enough money to invest in external production”.

This seems to be a structural problem within news organizations, as pointed out by others: there is a lot of interest in the newsrooms in multimedia contents, finding them valuable “from an editorial point of view” and as a support for their text stories.

However, “because of the unpreparedness of the professionals, or by having the need to recruit new staff or acquire external content, it will be difficult to persuade administrations of the importance of those contents, mainly because websites haven’t been able to impose a profitable business model”.

The idea that media administrations are reluctant to invest in multimedia was also reinforced in other answers.

So, as a freelancer, things don’t seem that bright for me. And all I can say from first hand experience is that there is a strong will to produce multimedia content in portuguese newsrooms. They just don’t have the time or the money in most of them.

What do you make of this picture? Let me know in the comments.

 

 

 

 

 

 

26
Sep/11
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Video: Teaching the drums

This Sunday was spent editing a video for a multimedia package I’m doing about an independent cultural centre. My subject is Filipe, the drum teacher, and he gets to show off a bit.

The gear used was the 60D, audio by the H4N, and edited in sturdy but insufficient computer with Premiere CS4 an After Effects. The drums sound great, but the interview has that common hiss in these HDSLR, but I think I figured how to get the levels right next time. I probably went a bit overboard with color correction, maybe it’s too dark.

Let me know what you think, and wait for the coming videos and developments of this project.

22
Sep/11
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The news website of the future? New portuguese project P3 presents bold layout

P3 is the name of a youth oriented news website, under the umbrella of Público, one of the reference news brands in Portugal. With a small team they tried to create a new concept that affects not only the design but also the relationship with users and functionality. They premiered around midnight this 22nd of September, and it looks really great.

I already had a sneak preview back in June and I should say I was looking forward for them to come out. Few times a new news website can be looked as a milestone in the industry, but I truly believe this is going to be one of those moments. I wish only the best to the team, where I have some friends.

Explore the website and share your thoughts about the look and feel of the layout.

 

More news about P3 soon.

This work by Alexandre Gamela is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 2.5 Portugal.