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Ainda o Fórum Jornalismo e Sociedade: Videos ESECTV

A ESEC TV, a TV da instituição que me licenciou e que está cheia de gente com quem trabalhei e de quem gosto bastante, esteve a fazer o directo e a cobertura para o seu programa semanal das 4ªs à noite na 2, do Fórum Jornalismo e Sociedade. Acabaram por me entrevistar mas se calhar os outros entrevistados na ocasião disseram coisas mais interessantes, por isso dêem uma espreitadela.

Moi même:

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Gustavo Cardoso, coordenados do projecto Jornalismo e Sociedade

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Sara Meireles, que foi minha professora  na ESEC

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José Alberto Carvalho, este toda a gente conhece, também esteve lá

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Adelino Gomes, que tem sido a alma destes fóruns

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Jornalismo e Sociedade: Entrevista a Adelino Gomes – “O jornalismo é um privilégio e uma responsabilidade”

Esta terça feira fui a Coimbra assistir ao Fórum Jornalismo e Sociedade, um evento itinerante nascido do projecto com o mesmo nome e que procura descobrir como se faz jornalismo em Portugal e qual o seu futuro.

Num auditório repleto de estudantes de comunicação, discutiu-se muito sobre as condições em que o jornalismo português é feito, e fiquei surpreendido com algumas das questões levantadas, que só provaram que há muita gente ainda longe da realidade do que deve ser feito para se ter um jornalismo viável, de qualidade e de acordo com as necessidades dos públicos actuais. Mas sobre isso falarei mais tarde.

No final do debate, entrevistei Adelino Gomes, um dos responsáveis deste projecto, que me explicou quais são os objectivos e a sua opinião sobre o que é – ou o que deve ser – a profissão de jornalista. Gostei tanto que quase não fiz cortes nenhuns. A reter:

O jornalismo é um privilégio e uma responsabilidade.

Visitem a  página oficial do Jornalismo e Sociedade.

 

 

 

 

2011 – Achievements and Standpoint | Feitos e Ponto de Situação

The year is almost over and I have the need to put things into some perspective. So, despite considering it as one of the worst years I had in my life, I’m going to look at the things I did, and try to prove myself it wasn’t really that bad.

ACHIEVEMENTS

Professionally, the first half was good, I was teaching in a training program created by Porto University, instructing journalists from Cofina, one of the biggest portuguese media groups. I worked with over 200 journalists and editors and it was a really rewarding experience. I think I changed some minds and helped many improve their skills. The rest is not up to me.

I also worked as an instructor with the team of P3, a new youth oriented  news website, which was a different challenge because they were online only, thus with a whole another approach to content production. And my teaching days were then over.

I had to go back to be a student and finish my overdue MA final project. It wasn’t that good, and I could make all the excuses in the world because I really have a few good ones for not doing better and they would all be true, but the fact is I could have done better. Still, I had a commendation over it and I got an upgrade in my degree.  So far it hasn’t impressed anyone.

I wanted to develop a few projects but with all the problems I had this year some were postponed and I had to give up on others. I wanted to open my own business as a multimedia journalism producer/ consultant, but there’s a crisis going on, and people around here weren’t very impressed with my credentials. I have far better recognition abroad than in my own country, which kinda pisses me off. The fact is, I didn’t create my own job, nor I have one to complain about.

Meanwhile, I invested in video content, using a HDSLR, all my efforts can be seen here (only those uploaded in the last 3 months count). I did a short doc about a cultural association I work with, and most of the stuff I made is based on the events we have there, like concerts and exhibitions. It’s a good testing ground and I’m planning to use what I’ve learned to create more journalistic stuff.

O ano está quase a acabar e tenho a necessidade de pôr as coisas em perspectiva. Apesar de achar que este foi um dos piores anos da minha vida, vou olhar para o que fiz e tentar provar que afinal não foi assim tão mau.

FEITOS

Profissionalmente, os primeiros meses foram bons, fui formador num programa criado pela Universidade do Porto para a Cofina, onde trabalhei com mais de 200 jornalistas e editores das várias publicações do grupo e foi uma experiência fantástica. Acho que mudei algumas mentalidades e ajudei muitos a melhorar as suas capacidades. O resto não é comigo.

Também dei formação à equipa do P3, o que foi um desafio especial porque eles estão exclusivamente online, logo com uma aproximação completamente diferente na criação de conteúdos. E a seguir acabaram-se os dias como professor.

Tive que voltar a ser estudante e acabar o meu projecto final de mestrado. Não correu lá muito bem e podia dar todas as desculpas – e até tenho algumas muito boas e que são verdade – para isso, mas sei que podia ter feito melhor. Mesmo assim, passei com louvor e tenho agora um grau académico melhor. Até agora ninguém ficou lá muito impressionado com isso.

Quis desenvolver alguns projectos mas com todos os problemas que tive este ano alguns foram adiados outros esquecidos. Queria abrir o meu próprio negócio como jornalista multimédia / formador /consultor, mas há uma crise lá fora e as pessoas não parecem muito impressionadas com as minhas credenciais. Tenho melhor reconhecimento noutros países do que aqui, o que me deixa um bocado lixado. A verdade é que falhei em criar o meu emprego ou a arranjar um de que me possa queixar.

Entretanto investi na produção de vídeo com uma HDSLR, podem ver aqui alguns dos resultados (só os dos últimos 3 meses contam). Fiz um pequeno trabalho sobre a associação de que faço parte, e muitos dos videos são sobre coisas que por lá vão passando como concertos e exposições. É um bom tubo de ensaio (!), e estou a planear usar o que aprendi para fazer conteúdos mais jornalísticos.

I also wrote some interesting posts for the blog (check list below) and started a monthly column in a computer magazine, and did some articles for P3 (people there like me, what can I do?). I wrote an article about documentaries in this non-linear world, and a post at Innovative Interactivity about what features a news product should have.

Escrevi ainda uns posts interessantes aqui no blog (ver lista abaixo) e comecei uma coluna mensal na PCGuia, e fiz ainda alguns artigos para o P3 (o pessoal lá gosta de mim, que é que posso fazer?). Escrevi ainda um artigo sobre documentários neste mundo não linear, e um post convidado sobre as características que um produto jornalístico online deve ter.

Standpoint

This was one of the longest, strenuous years I have ever experienced. Even though I was able to accomplish some goals, they look meaningless in the overall outcome. I’m broke, unemployed, I have no perspectives.  It has always been one step forward and three behind. I had to give up on a lot of things, and basically I feel like it’s 2001 for me (another bad year) but with a heavier burden. I wasn’t expecting this.

My projects are moving slowly, there is no money or time to devote myself fully to them. I’m starting 2012 on basic survival mode, but that’s the outlook for millions of Portuguese people this year. Going abroad is a possibility, I understand Nando’s is always hiring. There’s a lot to decide in the upcoming weeks.

Still, I’m on the market, I’m trying to sell training and consultancy programs for local and regional newspapers, I’m available as a freelancer both for national or international media, and I’ll be presenting a few more ideas if things don’t get any worse.

2011 won’t be missed, too many bad things have happened, but such is life. I’m finishing way worse than I started, and I’m considering other options for my future, because life is unstoppable in its motion and either you roll with or get crushed. I’m a roller.

Death to 2011, I’ll look back on it with a bitter taste in my mouth.

Ponto de situação

Este foi um dos anos mais longos e extenuantes que vivi. Apesar de ter atingido alguns objectivos, tudo parece inútil no balanço geral. Estou basicamente falido, desempregado, sem grandes perspectivas. Foi sempre um passo para a frente e três para trás. Tive que desistir de muita coisa, e sinto-me de volta a 2001 (outro ano péssimo) mas apenas com um fardo ainda mais pesado. Não estava mesmo à espera disto.

Os meus projectos pessoais estão a andar devagar ou parados, não há dinheiro ou tempo para me dedicar a eles. Vou começar 2012 em modo de sobrevivência, mas sou e mais uns milhões de concidadãos. Ir para fora é uma possibilidade, também se lavam pratos lá fora. Há muito para decidir nas próximas semanas.

Por enquanto, estou no mercado, a tentar vender programas de formação e consultadoria para media locais e regionais. Estou disponível como freelancer para publicações nacionais ou internacionais, e tenho mais algumas ideias na manga se isto não piorar.

Não vou ter saudades de 2011, aconteceram demasiadas coisas más, mas é a vida. Termino o ano bem pior do que quando comecei e estou a ponderar outras opções para o meu futuro, porque a vida não pára, ou a acompanhamos ou somos esmagados pelo movimento.

Morte a 2011, vou-me lembrar deste ano com amargos de boca.

 

Cidadania 2.0 em Lisboa – 13 de Outubro

Mais um evento para se perceber que o cidadão comum também é parte do processo, com participantes vindos de Inglaterra, Brasil, País Basco, Suíça e Portugal. O melhor de tudo é que é grátis. Vejam o que se vai passar e como se podem inscrever abaixo.

 

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