Oct/120
Algumas más notícias e uma boa
Primeiro, as más.
Via António Granado:
A SITUAÇÂO a que o jornal Público foi conduzido nos últimos meses culmina com o despedimento colectivo de 48 trabalhadores. Para já, porque com menos 36 jornalistas o jornal só pode piorar e afundar-se ainda mais…
Leiam o resto em “Público despede 48 trabalhadores“
Depois, uma análise do Pedro Fonseca sobre a evolução, ou o seu oposto, da imprensa em Portugal desde 2005:
Esta é a imagem de alguma da imprensa de referência em Portugal, desde 2005, usando os dados da APCT, do Netscope e da Anacom (para acessos em banda larga fixa, porque a móvel foi distorcida com os Magalhães). Lá em baixo está o papel, os saltos ascendentes são os acessos online:
(…)2) O online impôs-se mas os olhares ainda estão fixos no papel. Tudo bem, é uma opção. Mas, pelo menos, olhem para a distribuição.É impensável um negócio com um tão grande número de sobras. Se um fabricante automóvel produzisse 100 mil veículos todos os dias para deitar fora 30 mil, alguém acreditava num seu futuro viável?
Mais claro do que isto não se pode ser.
E agora, as boas:
o P3, o Jornal de Leiria e o i receberam prémios de melhor design jornalístico da Península Ibérica.
Escrevi sobre o P3 o ano passado, e como conheço quase toda a gente naquela redacção, envio-lhes especialmente os meus parabéns por terem o projecto jornalístico mais interessante do país. E têm pouco mais de um ano.
Tirando as boas notícias, sinceramente estou-me nas tintas. O que se passa no jornalismo de imprensa em Portugal é o resultado de gestões cegas, estratégias erradas, e falta de visão. Não se podem queixar de falta de avisos. Essa guerra já não é a minha, felizmente, cansei-me de melhorar o que não me pertencia e durante uns tempos não vou andar preocupado com o “jornalismo” que se faz por aí.
Como fazer melhores conteúdos interactivos e multimédia, isso é o que me interessa. E não preciso de ser jornalista para os fazer. Se calhar para algumas pessoas esta é a boa notícia. Boa noite e boa sorte.
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