Novo site do El País: mudanças e estratégias

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O El País renovou o seu site e não se tratou apenas de uma operação de estética. Há alterações profundas nos processos e nos hábitos da redacção, na estrutura das secções, mas mantendo a filosofia que interessa: serem os primeiros, os melhores, os que satisfazem o leitor do século XXI.

De acordo com Javier Moreno, director do El País, esta foi uma tripla mudança: no design, no gestor de conteúdos, e na “estrutura da redacção para poder atender a todas as necessidades dos leitores na web“.

Um dos pontos fulcrais está mesmo nessa reorganização da redacção, com alterações no workflow, desde a constituição das equipas ao estabelecimento de novos horários – a redacção funciona agora em regime 24/7.  O objectivo é colocar o “produto El País” na web, “o canal natural das notícias no século XXI”, potenciando assim toda a capacidade dos jornalistas, analistas, correspondentes.

As próprias secções da publicação foram estruturadas de forma diferenciada, uma estratégia definida “após uma análise detalhada de quais são as necessidades e exigências de cada leitor.”

Neste processo de mudança aprenderam que a inovação jornalística está ligada à inovação tecnológica:

Apenas com uma aposta na tecnologia é que poderemos levar a informação de qualidade aos leitores do século xxi não só através dos ecrãs dos computadores mas também através dos telemóveis e dos tablets.

De salientar o investimento feito na secção da América Latina, o que permite explorar um vasto mercado de leitores que falam espanhol, a segunda língua mais falada no mundo, por cerca de 380 milhões de pessoas. Há um mercado de 178 milhões que falam português.

Como podem perceber, este caso é diferente de outros que já abordei aqui no blog, pois  existe um plano que vai para além do aspecto do site ou das suas  funcionalidades, e que relaciona os métodos de trabalho com as necessidades dos utilizadores, assim como as exigências das diferentes plataformas, tirando o máximo proveito da história e recursos humanos da marca.

É uma mudança feita a pensar nas características específicas do meio online e das diversas plataformas digitais.

Outro ponto de interesse  – e que não está explicado no vídeo –  é a forma como vão utilizar um “Colabulário“, ou seja, uma convenção de tags/etiquetas para poderem relacionar conteúdos actuais e de arquivo, algo que já defendi neste post, e que quem teve formação comigo se deve lembrar de eu falar.

 

Um aparte: tudo o que foi feito no El País, ou pelo menos como é vendido, é basicamente como acho que a reformulação das publicações online devem ser feitas. Eu começava a achar que estava errado e assim, pelo menos, vejo que não estou a errar sozinho.

 

Mais um aparte: este vídeo foi (bem) feito com uma HDSLR.

Partilhem aí a vossa opinião sobre estas mudanças e estratégias, e indiquem exemplos equivalentes em Portugal.

A estratégia do EL País está clarificada neste slideshow, e analisada por dentro aqui e aqui.

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