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Feb/12
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Jornal Público acaba com a edição em papel (o de Espanha)

Depois de ter sido lançado em Setembro de 2007, o jornal Público (de Espanha, não confundir com o nosso) termina com a sua edição em papel.

Há um ano  tinha uma tiragem média de 90 mil exemplares, longe dos quase 425 mil do líder El País.

De acordo com o artigo publicado no site do jornal, a edição online continuará para servir os cerca de 5,5 milhões de utilizadores.

Los trabajadores decidirán en asamblea cuando se publica el último número, aunque como máximo podrá salir a la calle hasta el próximo domingo 26. Esta medida no afecta a la edición digital que continuará con su actividad. Público.es tiene más de 5,5 millones de usuarios únicos, que la sitúan como la cuarta web de información general en España, según los datos de OJD.

O blog 233grados recolheu algumas reacções no Twitter.

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Apesar das manifestações de apoio, o jornal vai ter que despedir parte dos seus 160 trabalhadores. O Público tranformou-se num jornal de referência na sociedade espanhola, com a sua linha humanista e interventiva e aposta no jornalismo de qualidade.  Seria de esperar que em tempo de crise a sua voz fosse mais forte,  mas talvez por esta crise ser particular perdeu o seu espaço e a sua viabilidade económica.

Segue online e vamos ver o que o futuro lhes reserva. Cliquem na imagem abaixo para ler o manifesto de apoio ao jornal.

E em Portugal? Haverá encerramentos em breve?

23
Feb/12
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Novo site do El País: mudanças e estratégias

O El País renovou o seu site e não se tratou apenas de uma operação de estética. Há alterações profundas nos processos e nos hábitos da redacção, na estrutura das secções, mas mantendo a filosofia que interessa: serem os primeiros, os melhores, os que satisfazem o leitor do século XXI.

De acordo com Javier Moreno, director do El País, esta foi uma tripla mudança: no design, no gestor de conteúdos, e na “estrutura da redacção para poder atender a todas as necessidades dos leitores na web“.

Um dos pontos fulcrais está mesmo nessa reorganização da redacção, com alterações no workflow, desde a constituição das equipas ao estabelecimento de novos horários – a redacção funciona agora em regime 24/7.  O objectivo é colocar o “produto El País” na web, “o canal natural das notícias no século XXI”, potenciando assim toda a capacidade dos jornalistas, analistas, correspondentes.

As próprias secções da publicação foram estruturadas de forma diferenciada, uma estratégia definida “após uma análise detalhada de quais são as necessidades e exigências de cada leitor.”

Neste processo de mudança aprenderam que a inovação jornalística está ligada à inovação tecnológica:

Apenas com uma aposta na tecnologia é que poderemos levar a informação de qualidade aos leitores do século xxi não só através dos ecrãs dos computadores mas também através dos telemóveis e dos tablets.

De salientar o investimento feito na secção da América Latina, o que permite explorar um vasto mercado de leitores que falam espanhol, a segunda língua mais falada no mundo, por cerca de 380 milhões de pessoas. Há um mercado de 178 milhões que falam português.

Como podem perceber, este caso é diferente de outros que já abordei aqui no blog, pois  existe um plano que vai para além do aspecto do site ou das suas  funcionalidades, e que relaciona os métodos de trabalho com as necessidades dos utilizadores, assim como as exigências das diferentes plataformas, tirando o máximo proveito da história e recursos humanos da marca.

É uma mudança feita a pensar nas características específicas do meio online e das diversas plataformas digitais.

Outro ponto de interesse  – e que não está explicado no vídeo -  é a forma como vão utilizar um “Colabulário“, ou seja, uma convenção de tags/etiquetas para poderem relacionar conteúdos actuais e de arquivo, algo que já defendi neste post, e que quem teve formação comigo se deve lembrar de eu falar.

 

Um aparte: tudo o que foi feito no El País, ou pelo menos como é vendido, é basicamente como acho que a reformulação das publicações online devem ser feitas. Eu começava a achar que estava errado e assim, pelo menos, vejo que não estou a errar sozinho.

 

Mais um aparte: este vídeo foi (bem) feito com uma HDSLR.

Partilhem aí a vossa opinião sobre estas mudanças e estratégias, e indiquem exemplos equivalentes em Portugal.

A estratégia do EL País está clarificada neste slideshow, e analisada por dentro aqui e aqui.

 

 

 

 

10
Feb/12
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Video: Artista em Residência | Resident Artist #portfolio

Another video for Tubo d’Ensaio, this time about our artist in residence. It’s an institutional video, so editorial options are a bit different than the ones I’d make if it was journalism.

Anyway, it was a nice workout to develop my video interviewing skills.

Watch other videos I made for Tubo d’Ensaio at their Vimeo channel.

Mais um vídeo para o Tubo d’Ensaio, desta vez sobre o nosso artista residente. É um vídeo institucional por isso as opções editoriais são diferentes do que se fosse jornalismo.

De qualquer forma, foi um bom exercício para desenvolver as minhas capacidades nas entrevistas em vídeo.

Vejam outros vídeos que fiz para o Tubo d’Ensaio.