Jan/120
Bolsas SAPO para #infoviz
Gostam de visualizações de dados? Percebem de Javascript, HTML5, PHP/Python/Perl? Querem ter acesso a uma bolsa para fazer isso?
A SAPO abriu concurso para duas bolsas para o seu Laboratórios em Picoas, em Lisboa. Eles procuram dois bolseiros para trabalhar em full time em projectos de ciber-jornalismo e de visualização de informação como estes:
Mundo Visto Daqui: http://noticias.sapo.pt/nacional/artigo/as-noticias-da-semana-antonio-me_2142.html

Twittometro: http://legislativas.sapo.pt/2011/twitometro/
Voxx: http://voxx.sapo.pt/
De acordo com o Luís Sarmento, engenheiro de dados da SAPO, eles estão à procura de candidatos com conhecimentos de Javascript, HTML5, PHP/Python/Perl e gosto por visualização de informação.
Idealmente, os candidatos devem ter terminado recentemente mestrado em áreas afins à informática.
Estas bolsas têm um valor inicial de 800 euros, durante 6 meses, renováveis até um ano.
Tipicamente, alguns dos bolseiros que temos integrado nos Labs acabam por ser integrados na equipa SAPO.
Se estiverem interessados enviem o CV ou as vossas questões para las@co.sapo.pt.
Jan/120
Too true to be good | Demasiado verdade para ser bom #censorship #censura #Portugal

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If you can shout “censorship”, does it really exist? Yes. 38 years after the end of the dictatorship in Portugal we are watching a worrying trend in Portuguese media, the firing of dissonant voices. Last case was Pedro Rosa Mendes, a journalist and a writer that signed a weekly opinion space for the national public radio. He delivered a strong view over a TV show held by the public television in Angola (a country he knows well) where the approach towards the former colony was somewhat similar to the moment when the playground bully meets one of his victims some years later and realizes he can get his ass kicked. In this situation, bought. The opinion slot was shared with other four journalists and it was discontinued altogether. The reasons expressed by the public radio management were related to the content of Pedro Rosa Mende’s chronicle at first, but the current version is that the program’s end had already been scheduled and the contracts terminated. But the overall feeling is that we’re witnessing one of the grossest censorship acts that ever happened in democracy. Let me me put “democracy” between inverted commas. Angola’s money is speaking in volumes, and if we look at the level of freedom of speech there, we realize that there is almost none. As one of the emergent and powerful African economies it is a giant that can’t be ignored, with the risk of other countries being stepped on, especially when they’re already down on their knees. Like Portugal. This has started discussion in social networks, but this (and other) decisions seem to be irreversible. It’s like crying “FIRE!” and watch the whole damn thing burn as we stand nervously in the same place. Journalists have been losing their jobs because of their colliding views with the establishment. With a Angolan economical group lining up to buy one of the biggest media brands in Portugal, I fear what the future may bring for some professionals, and journalism itself. Europe has paid the price of freedom in blood too many times and in excessive quantity, and Portugal had its share too, to defend higher principles of sovereignty, democracy, equality, individual freedom of choice and thought. Unfortunately, this continent seems to have forgotten what it once stood for, while Portugal is getting more and more ashamed of our democratic heritage. In “democracy” you no longer get arrested, you just lose your job. |
Se podemos gritar “censura”, será que ela existe? Sim. 38 anos depois do fim da ditadura em Portugal estamos a assistir a uma tendência preocupante nos media portugueses, o despedimento de vozes dissonantes. O último caso foi o de Pedro Rosa Mendes, um jornalista e escritor que fazia uma crónica semanal para a Antena 1. Ele fez duras críticas sobre o programa feito pela RTP em Angola (um país que ele conhece bem) onde a abordagem à ex-colónia foi semelhante à do rufia do recreio que encontre uma das suas vítimas anos mais tarde e percebe que desta vez ele é que pode ser violentado. Ou, neste caso, comprado. O espaço de opinião era partilhado com quatro outros jornalistas e foi simplesmente cancelado. A direcção da rádio pública explicou a início que as razões deste fim estavam relacionadas com o conteúdo da crónica de Pedro Rosa Mendes, mas a versão actual indica que o programa já estava para ser terminado e os contratos cessados. Mas o sentimento geral é que estamos a assitir a um dos mais grosseiros actos de censura que alguma vez vimos em democracia. Deixem-me pôr “democracia” entre aspas. O dinheiro de Angola está a falar muito alto, e se olharmos para o nível de liberdade de expressão por lá, percebemos que não há quase nenhum. Como uma das economias emergentes mais poderosas de África, é um gigante que não pode ser ignorado, com o risco de outros países poderem ser pisados quando já estão de joelhos. Como Portugal. Isto iniciou uma discussão nas redes sociais, mas esta (e outras) decisões parecem ser irreversíveis. É como gritar “FOGO!” e ver o circo a arder enquanto nos mantemos nervosamente no mesmo sítio. Jornalistas têm perdido os seus empregos por causa das suas opiniões em rota de colisão com os poderes estabelecidos. Com um grupo angolano a planear comprar um dos maiores grupos de media em Portugal, temo pelo futuro de alguns profissionais e do próprio jornalismo. A Europa já pagou o preço da liberdade demasiadas vezes e em quantidade excessiva, e Portugal também tem a sua quota parte, para defender os altos princípios de soberania, democracia, igualdade, liberdade individual de escolha e pensamento. Infelizmente este continente parece ter-se esquecido do que defendia, enquanto que Portugal parece cada vez mais envergonhado da sua herança democrática. Em “democracia” já ninguém é preso, apenas despedido. |
Jan/120
#SOPA is as bad as burning books
Replace “books” for “online content”. Both are knowledge.
Jan/120
Entrevista: Twitter e a liberdade de expressão dos jornalistas
Parece que é aquela altura do ano em que os estudantes universitários são obrigados a fazer trabalhos e decidem recorrer a tipos como eu para lhes dar pérolas de sabedoria, o que prova que esta juventude está perdida e eu ajudei a contribuir para isso. Desta vez foi a Mariana Branco, aluna de Comunicação Social em Coimbra (vou apostar aqui que é no ISMT, depois de uma pesquisa na net) que me pediu para comentar uns tópicos sobre o Twitter e principalmente sobre a liberdade que os jornalistas têm em expressar a sua opinião pessoal nas redes sociais.
- Redes sociais enquanto jornalismo participativo;
As redes sociais são uma evolução na possibilidade que a internet trouxe em dar aos utilizadores um papel mais activo no processo de criação e produção de conteúdos, jornalísticos ou não. Nas redes, mais do que a criação, é a partilha que se torna predominante. Ao termos um canal pessoal onde podemos veicular a realidade que nos rodeia do ponto de vista individual e ao mesmo tempo inseridos numa comunidade que vive ou está interessada nessa realidade, toda a informação ganha um peso enorme. Podemos verificar isso nas recentes revoluções no mundo árabe, onde grande parte da informação era constituída por fragmentos que juntos dão um quadro bastante abrangente da situação que se viveu.
Mas acima de tudo as redes são precisamente isso, um canal, e não uma prática. As redes sociais são um espaço onde a informação e as pessoas interagem de uma forma e a uma velocidade e volumes nunca antes vistos, mas uma multidão de pessoas numa sala a dar o seu depoimento ao mesmo tempo não é jornalismo. Há pessoas não consideradas como jornalistas que criam conteúdos seguindo procedimentos jornalísticos, mas a grande maioria tem apenas valor como testemunha e participante dos acontecimentos.
Há condições e potencial enormes para o jornalismo participativo nas redes sociais, como se tem visto nos últimos anos, mas é preciso saber identificar o que é testemunho pessoal e o que é jornalismo. E como disse, jornalismo é uma prática, e as redes sociais são um canal intenso de partilha de informação e interacção, logo encarar as redes sociais enquanto jornalismo participativo é uma má premissa, devendo-se partir do princípio das redes como um espaço fulcral para o jornalismo participativo nos dias de hoje.
- Twitter como fonte credível, noticiosa;
Qualquer fonte deve ser verificada, contrastada, questionada na sua credibilidade. É um princípio básico do jornalismo, seja com uma testemunha no local do evento que se entrevista cara a cara, seja com uma fonte dentro de uma instituição, seja no Twitter. Existem procedimentos próprios para avaliar essa credibilidade das fontes online. É uma fonte tão credível como outra.
- A importância do Twitter para um jornalista;
O Twitter pode ser usado de várias formas por um jornalista, mas especialmente para recolher informação junto de instituições e personalidades que o usem, sendo também um canal mais ou menos informal de relacionamento com essas entidades e o seu público. É uma ferramenta de recolha e de análise informativa em tempo real porque quando algo de importante acontece nota-se logo, dependendo obviamente da rede de contactos que se tem.
É também um excelente canal de interacção entre o jornalista e o seu público, e mais um ponto de contacto para além do email pessoal, mais sucinto e directo.
O Twitter ao ser um rio de informação pode ser uma excelente ferramenta de recolha e pesquisa de informação, já que pode entrar directamente em contacto com um utilizador que esteja no local do evento que se quer cobrir, e questioná-lo directamente de forma imediata, algo que antes não seria possível. Imaginem que há um incêndio no Louvre: a partir de Portugal pode-se ter acesso ao testemunho, apoiado por imagens ou áudio, de alguém no local, nos momentos imediatos à divulgação dessa informação. No caso do avião do Rio Hudson em 2008 a notícia espalhou-se ainda antes do avião ter amarado, e as primeiras fotos espalharam-se rapidamente pelo mundo inteiro 15 minutos depois do primeiro tweet. Por isso o Twitter tem tanta importância para um jornalista como um carro, só tem utilidade se for bem usado.
- Opinião jornalística no Twitter (ou outra rede social) , isto é, será o jornalista livre de expressar o que pensa, revelar a sua opinião pessoal, revelar partidos sem que isso comprometa a sua vida profissional? Será o jornalista livre de expressar o que sente numa rede social? Terá apenas que divulgar a informação “nua e crua”, sem direito a opinião já fora da “zona de conforto” profissional?
Uma das questões mais importantes levantadas pelas redes sociais tem sido essa, a distinção entre o profissional e o pessoal, mas creio que se trata de uma falsa questão, as perspectivas poliíticas e pessoais são muitas vezes assumidas nas perguntas que se fazem numa entrevista ou na forma como se descreve um acontecimento, é uma questão baseada no mito da imparcialidade. Os jornalistas são as pessoas com mais opiniões à face da terra,e ainda bem, porque têm que reflectir sobre a quantidade de informação a que têm acesso e são acima de tudo humanos, contrariamente ao que muitos pensam. Têm é que ter mais cuidado na forma como expressam as suas opiniões em público já que lhes pode causar dificuldades ou desconfiança por parte das instituições com que tem que lidar e do seu público.
Por exemplo, um jornalista que se assuma como adepto de um clube e que passe a vida a falar mal de outros clubes, ou especialmente do presidente de um, pode ter problemas na relação de repórter com o objecto da notícia caso venha a entrevistar esse presidente, ou com os adeptos desse clube porque podem pensar que estará a ser parcial. Mas até pode beneficiar disso, o mais importante é que no seu trabalho cumpra com a sua parcialidade para com a verdade e o seu público. E isso é um ponto importante, os jornalistas com as redes sociais criam o seu próprio público por serem quem são e não apenas um porta-voz de uma publicação. As redes e as comunidades criam-se não só através do contacto profissional mas também por aquilo que as pessoas são, não se pode é cair em exageros.
O que defendo é que os jornalistas têm que saber definir quando é que falam em nome próprio ou em nome da publicação, sem se desvirtuarem como indivíduos e cidadãos, e que saibam e estejam dispostos a arcar com as consequências disso, porque se começam logo por ter medo de mostrar a sua opinião pessoal ou não a sabem demonstrar convenientemente não servem para uma profissão que do ponto de vista pessoal e de princípios é muito desgastante e exigente. E como disse antes, todos os jornalistas têm opiniões, se dizem o contrário é porque estão a mentir, e mentir não se coaduna com o objectivo da profissão, por mais que isso aconteça.
Com estes canais o grau de exposição e o risco são maiores mas acho que são benéficos porque o público passa a ver para além da marca e da figura mitológica para o ser humano, termo que com algumas pessoas pode ser usado num sentido muito lato.
Jan/120
Tools: 360 Panorama Test
Tinkering with panorama tools. Not satisfied yet. | A brincar com ferramentas para panoramas. Ainda não é isto.
Test 1 – Panorama Maker 5 (Flash output)
Test 2 – Dermandar (online editing)
Test 3 – Microsoft ICE + Photosynth
Test 4 - Panorama Maker 5 (MOV output)
Test 5 - Panorama Maker 5 (.html output)
Galeria do Tubo d’Ensaio, exposição de Filipe Cravo. Camera: Samsung Omnia (cellphone)


