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The Madeira Floods: GoogleMaps, GoogleDocs, Twitter and community

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Last weekend’s floods in Madeira became a case study on the role of social media and common citizens in spreading news and data in case of disaster. I’ll be writing a few posts about some things I did to help cover the event, and how traditional media was left far behind in the stream of information. Again.

The Event

Saturday, 20th February. Madeira island is hit by a storm, raining more in two hours than in a whole month. Waves of mud drag rocks, houses and cars down the hills, ending up in downtown Funchal where the rivers meet, flooding buildings, and swallowing whoever failed to escape the fury of the waters.  Twitter was hectic with accounts of destruction, questions about what was going on, and, maybe a sign to take in consideration, videos. The traditional media was slow to respond: besides a few breaking news stories in some news websites, there wasn’t much for the information starved users. If you wanted to know what was going on you had to follow the #tempmad hashtag, fed by descriptions of locals that witnessed tragedy unfold right on their doorstep.

Lots of links to YouTube started to appear in the timeline – there were NO photos available in the first hours, and pictures wouldn’t make any justice to the dimension of the disaster. Video was the first instinct for the majority of users – and there was constant retweeting of the scarce information available, most of it provided by one user, @lindamachado, that became the main figure in the eye of the Twitter storm. But besides Twitter, there were no news to be found anywhere else. Portuguese public cable news channel was the only main media trying to do a coverage of the events, resourcing to – guess what? – Twitter, my map (i’ll talk about it in a bit), YouTube videos, and phone interviews, that were hard to make because the storm disrupted the service in many parts of the island.

We have to look at the specific circumstance that allowed social networks to become the main source and channel for all the news about the flood: it was Saturday, shortly after lunch. People had free time, they didn’t have to go to work, and the newsrooms were in weekend mode, which means even more understaffed. To tell you the truth, for most televisions and newspapers, real coverage began on Monday. Until night news around dinner time, there was almost no new data  about the tragedy in mainstream media, while was starting to gain unforeseen proportions.

Google maps and docs

When I saw the first tweets i immediately thought about creating a Google map to aggregate some information and videos, so people could see all the available information that was getting diluted in the Twitter stream (it’s the map above). All i had to do was to fish for YouTube links and relevant info, and asked users following  #tempmad to contribute. Although in the beginning i didn’t have many contributions, the map generated lots of interest: it showed up and was referenced in the public national TV live coverage, and it was embedded in two major newspaper websites. In the first hours it had more than 10.000 views, reaching 30.000 in the first 48 hours. This proves how huge was the demand for information that traditional media weren’t able to provide.

Then i noticed there was a website created on Netvibes that was also trying to gather all the scattered information on twitter, other websites and forums. I joined efforts with the author of the website, a process i’ll explain in a different post, and added my map to the website. Recently, i added a few more features using mapping tools and google forms and docs.

Since there was a problem with the number of victims (bodies keep showing up but the numbers are going down) we decided to ask the community to report the deaths they knew. For that I built a small form, to cross-reference with the official data. It took 5 minutes to set up the form, and feed the results into the page. I also wanted to use a map for the official results, and i created a new one, based on a spreadsheet. Every time the number changes, all we have to do is to edit the spreadsheet, instead of a live edit on GoogleMaps. What i’ll try to do is to layer the different information in one single map, if you have any ideas to do that let me know.

Another novelty I read about yesterday and just had to use, was the Umapper feature that allows to get tweets from a specific location. I used it to show tweets with #tempmad from Madeira, as you can see below:

With the perspective of more rain for this weekend this map might come in handy to visualize the ongoing events.

This series will continue with the analysis of the work of an improvised team. Stay tuned.

António Granado sai do Público

Não estou minimamente surpreendido, mas talvez não esperasse que fosse já. António Granado anunciou a sua saída do Público onde exercia as funções de editor do online. Um dos jornais de referência portugueses perde uma das maiores referências na área. Do que sei neste momento sobre o Público é que tem muita gente de valor, mas que está sob uma estratégia que creio que se revelará danosa num curto espaço de tempo. Quero ver quem é que aproveita o facto do António estar livre…

Aqui fica uma entrevista que lhe fiz no final de 2007. Ainda se mantém actual.

António Granado em entrevista (novembro 2007)

António Granado é o editor da edição online do jornal Público. Eles têm estado sempre na vanguarda das novas tecnologias, e recentemente criaram uma equipa de vídeo e fizeram uma renovação gráfica no site do jornal.
Nesta pequena entrevista falámos com um ocupadíssimo António Granado sobre as suas perspectivas sobre o jornalismo online, um assunto de que ele trata no seu blog PontoMedia. António Granado dá também aulas na Universidade nova de Lisboa, e é uma das principais vozes em Portugal na discussão dos novos media.

Qual é a situação do jornalismo online em Portugal? Existe?

O jornalismo online em Portugal está a dar os seus primeiros passos. O investimento nesta área ainda é residual e os média começam agora a olhar com outros olhos para as possibilidades que a Internet lhes abre.

O Público foi o primeiro jornal de referência a investir na sua presença na Internet. Que mudanças é que estão a decorrer ao nível do jornalismo digital?

O PÚBLICO estreia hoje (19 de Novembro) vídeos no seu website e criou uma equipa de cinco pessoas para os fazer. Vamos alterar também a nossa homepage para dar destaque aos vídeos e passaremos a apostar mais nas imagens e nas infografias. O canal de Economia passou a ser assegurado em permanência pelos jornalistas da Economia, um primeiro passo para a necessária mudança no sentido correcto.

Que tipo de público é que lê a edição online do jornal?

Não temos estudos que nos permitam perceber quem são exactamente os leitores do Público.pt. Qualquer coisa que eu dissesse, estava apenas dar opiniões e não a apresentar factos.

Como professor, acha que preparação dada aos alunos de Jornalismo nas Universidades tem em conta as novas realidades?

É evidente que a maioria das universidades não está a preparar os estudantes para as novas realidades. A título de exemplo, ainda se faz uma divisão entre o ensino do jornalismo escrito, radiofónico e televisivo, uma aproximação tipo século XX, já desactualizada.

Os jornalistas portugueses, no geral, estão preparados para os novos media?

Os jornalistas portugueses não estão preparados para os novos média, porque os novos média estão a entrar muito devagar nas redacções e, às vezes, da pior maneira. É preciso treinar os jornalistas para as tarefas que o novo jornalismo exige, é preciso fazê-lo com o apoio dos jornalistas e não contra eles. Em muitos sítios isto não está a ser feito.

Há já um jornalismo de participação, ou citizen journalism em Portugal?

Penso que não há ainda jornalismo participativo em Portugal.

Há alguns anos atrás houve quem dissesse que não havia futuro nas publicações online. Este ano o director do El País disse que se abrisse o jornal agora seria apenas na versão digital. Que tipo de mentalidade existe no mercado editorial português e o que é preciso mudar?

A mentalidade é retrógrada. Há ainda muito medo do digital. Não se põem notícias online para não “queimar” as cachas do papel, não se investe no multimédia porque, no fundo, as pessoas ainda acham que, se calhar, a crise dos jornais não veio para ficar. É preciso mudar a atitude dos gestores perante o multimédia (os pequenos avanços não chegam, é preciso passos muito maiores); é preciso mudar a mentalidade dos responsáveis dos jornais, que não podem continuar a achar que uma notícia dura 24 horas; é preciso mudar a mentalidade dos jornalistas, que têm de perceber que a sua missão principal é informar seja de que forma for e não vender jornais no dia seguinte aos acontecimentos.

Os jornalistas têm uma imagem muito forte de si, talvez comparável à dos médicos, por existir uma noção ou sensação de poder. O que é que acontece a esta imagem do jornalista com a participação do leitor? O jornalismo do cidadão é realmente jornalismo?

O jornalista tem de se habituar à participação dos leitores. Jay Rosen chama-lhes “the people formerly known as the audience”, porque agora podem e querem participar mais no processo noticioso. Os jornalistas têm de perceber esta mudança radical e adaptar-se a ela. O jornalismo cidadão por vezes é, e por vezes não é, jornalismo. Como todos nós sabemos, também há jornalismo que não é jornalismo e que nos envergonha a todos.

Como é o jornalista do futuro?

O jornalista do futuro é alguém que consegue olhar para uma estória e contá-la da forma mais eficaz. Que se preocupa mais com os leitores e não tanto com as suas fontes.

E o leitor do futuro?

O leitor do futuro é o leitor do presente. “Sabe mais do que eu”, como diz Dan Gillmor. Quer e pode participar mais. Não se contenta com texto. Quer as notícias de imediato, na plataforma que está a utilizar e não em qualquer outra que lhe queiram impor.

O cenário do jornalismo online português pode parecer desolador, mas as mudanças são inevitáveis. Os velhos hábitos custam a desaparecer, e a situação em Portugal é igual à de tantos outros países. É um processo lento que precisa de ser feito, como diz o António Granado, “com o apoio dos jornalistas e não contra eles”